Dizem que o sofrimento é opcional..

Não sei. Incontáveis vezes ele vem rasteiro, devagar e silencioso, inicia com uma lembrança, passa para uma pequena pontada no peito, torna-se uma dor aguda e continua. E não, muitas vezes não é opcional.

Procuro de todas as formas preencher um vazio que persiste em aparecer quando eu menos espero, e não adianta distrair, não adianta correr nem me esconder, ele vem sorrateiro e me mostra que não me reconstrui totalmente ainda.

E vejam bem senhoras e senhores, sou adepta do sentir, do sofrer, do esgotar-se enquanto houver algum sentimento à sentir. Trago comigo que é necessário curtir a pior das tristezas e a melhor das felicidades. Sentir até que aquilo tome um sentido ou perca-se por completo.

Mas e essa pequena dor rasteira que não dá nem pra curtir? E essa pequena dor que só aparece pra alfinetar? Caio em mim, como se este pequeno grão de areia tivesse o peso do universo. Levanto-me, iludo-me, espaireço, ela passa, passam dias e dias e nem lembro de sua existência, até que, novamente, torno a senti-la.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.