Triste dama

Que venha mais um copo
cheio de cerveja pra
deixar no bar
a tal daquela
dama que
a chamam de tristeza.
Diz ela que quer vir
comigo,
vestida sensual,
provocando
sussurra no meu
ouvido
“eu vou contigo”.
Insistente essa
tristeza,
persuasiva,
me fala que
sem ela
tornará vazia
a minha vida.
Fria ela chega
perto e fala
que não tem
jeito,
sou dela,
queira eu,
queira não,
é melhor aceitar
o que ja foi
feito.
Mais uma dose
e ja nem sei
mais direito,
será mesmo que
devo a abandonar
sozinha?
Mesmo sendo
a tristeza
que sempre
me poem
pra baixo
eu não quero
deixa-la
não é tanta ironia?
Às vezes
recordo em
meio um gole
e outro
que ela dava
realidade
pra minha vida.
Cansada
diz que quer
ir pra casa,
não aguenta
mais bebida e
noitada.
Penso “coitada”,
mal saímos
pra nos divertir
e ja ta exausta.
La vou eu
e a minha tristeza
de volta
pra casa.

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