FRANCÊS

Nayara Xavier
Feb 23, 2017 · 1 min read

Distante artesã da tua presença, me apresentei com a mais simplificada versão de mim.

Não falo seu idioma, apesar de acreditar que poderíamos, no começo, nos entender por outros signos.

Pisei fundo mais uma vez
Por que negamos ser proféticas?
Ana C. acerta mais uma vez
Me lembrando que eu sou filha
reconstruída de ossos firmes
fincados na ancestralidade dos lobos

Abro os ouvidos para entender o significado do seu vocabulário
Mais uma vez me sinto como o movimento do poema
A estrutura flexível me fere

Seus traços falam mil palavras
Mas nenhuma delas é capaz de sair
da sua boca
Nada
Aparentemente
Nada que você falou foi importante
Se você não me olhava nos olhos

Nayara Xavier

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profética; deusa urbana; coração selvagem; touro em pleno mar; longas cartas pra ninguém