A new dawn?

Olá, novamente. Serei objetivamente subjetivo: acho que acabei por idealizá-la. Dizendo isso, é muito provável que você não entenda sobre o que digo. Saiba que o que está lendo, se fosse um livro, seria um dos capítulos finais. Talvez algum outro dia eu conte o começo dessa história. Talvez. Desventura?

Pois bem, o fato é que, agora, a idealizo. Diferente de antes, agora tornei-a inalcançável. Assim como os românticos faziam; toda aquela dolorosa ironia. É estranho pensar que, ao me afastar, acabei por pensar mais nela. Mas novamente, como algo que não posso tocar. Isso não é de todo o mal, gosto de pensar que seja um sinal de que meu coração está cada vez mais em sincronia com meus pensamentos. A indiferença é algo que já está presente em mim, como tentativa, há um bom tempo. Acredito que essa mudança de visão sobre ela seja um resultado (positivo?) de todo esse tempo.

Serei sincero: às vezes me pergunto se não devo voltar atrás, e tentar tudo novamente. Novas desculpas, novas palavras de amor, novas esperanças. Mas aí percebo que além de não ter tempo, eu não tenho mais coragem. A verdade é que para tentar esquecê-la gastei energia e, o mais essencial: fiz de base novos princípios e juramentos que me afastassem dela. Mesmo que ineficazes. Imagino que voltar atrás seria afirmar o quão fraco e superficiais são os pilares que me sustentam.

Suspiros são meus companheiros há tempos. Por vezes manifestam-se fisicamente, mas principalmente os escondo. Não por ter receio de que alguém os veja, mas simplesmente porque eles existem em outro plano. São feitos de outra essência. Sutis. Subjetivos. Não são formados pelo cansaço ou pela falta de esperança. Eles basicamente existem por si. São pedaços de mim que se perderam. Como antigas lembranças sem seus significados.

Estranho. Enviarei agora. Editarei os erros depois. Até algumas palavras, leitor!

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