Qual a função do ser humano?

O poderemos fazer quando o trabalho for feito por robôs?

Eu acredito muito que o ser humano tem muito mais a oferecer ao planeta e a evolução da vida em geral do que simplesmente mão de obra. Nós temos um cérebro que sabemos ser capaz de coisas incríveis e provavelmente pode nos surpreender mais ainda se continuarmos a alimentar sua expansão. Se realmente usamos apenas 10% da capacidade dele, pensar no que esses 90% podem criar é até um pouco assustador.

Mas nós somos criados para o trabalho. A nossa vida comumente se resume em exercer uma função em uma empresa, e por mais que não pareça uma linha de produção, se você reparar direitinho vai perceber que no final todo o processo é sim uma linha de produção.

Acho que faz parte da consciência geral que o modelo de escola que nos é oferecido hoje é bem falho e uma espécie de treinamento para a labuta. Horários, regras, matérias, salas, hierarquia. Toda semelhança com uma empresa não será mera coincidência se você pesquisar sobre porque a escola é como é hoje.

Além disso, toda criança, em determinado momento da vida, encara a velha pergunta: o que você quer ser quando crescer? E se você pergunta a uma criança o que ela quer ser quando crescer, essa pode te responder de várias formas, crianças são boas em responder perguntas de formas inesperadas. Mas quem faz essa pergunta quer simplesmente saber qual profissão o pirralho quer “seguir carreira”. (Perguntar a uma criança “o que você quer ser quando crescer?” é uma pergunta tão aberta que eu não sei contar de quantas formas ela pode ser respondida.)

Quem trabalha tem medo de perder o emprego. Não é medo de não ter dinheiro, é medo de não trabalhar mesmo. Isso resume o quão estar empregado é culturalmente indispensável.

E é por esse medo que eu tenho visto uma discussão ainda maior sobre como as máquinas estão tomando o lugar dos humanos nas empresas. Esse é um assunto até velho, que bate quando mostra quantos empregos já foram tomados por máquinas ou robôs nos últimos tempos. Assopra evidenciando quantos novos empregos surgiram com o passar do mesmo tempo e quantos podem surgir a medida que esses robôs forem “roubando” nossas tarefas. E até viaja quando agente vê “Matrix”, “O Exterminador do Futuro” e “Eu Robô”, citando os mais famosos como exemplo.

Minha falta de prática em escrever artigos, torna difícil pra mim chegar ao ponto G do meu raciocínio.

Mas pegando esses filmes como exemplo, O Exterminador do Futuro conta uma história que muita gente acredita que pode rolar de verdade, eu sou uma delas. Pode chegar um dia em que as máquinas farão todo o serviço que o homem faz e acabarão nos exterminando já que sacaram que não precisam mais de nós usando sua IA (Inteligência Artificial), talvez nos façam escravos como em Matrix ou reféns como em Eu Robô.

Mas o ponto G da minha ideia é que esse fim não seja tão trágico. Talvez com os robôs trabalhando para os homens, a nossa meta de vida não seja só ter um bom emprego numa empresa bacana. Talvez o trabalho, como agente conhece hoje, deixe de ser tão importante em nossas vidas, pegar o ônibus, metro ou carro pra ir ao mesmo lugar todo dia não seja nosso sonho. Talvez não estudaremos tanto pra ficar das 8hs às 18hs em um escritório, ou perder a vida toda fazendo plantão. Talvez não tenhamos medo de perder o emprego, porque ter um emprego é coisa de robô.

Talvez nessa viagem aí, ser um humano teria um papel muito mais importante e uma responsabilidade ainda maior do que bater o ponto. Pode ser que nós tenhamos o tão desejado tempo pra nós, pros familiares, pra vida. Pode ser que nós tenhamos capacidade de desenvolver uma tarefa tão simples, mas que não conseguimos fazer muito bem, que é cuidar do nosso planeta, essa nossa casinha que anda tão bagunçada.