Às Vezes.

Às vezes, a gente tem que trocar uma ideia bem franca com os sentimentos.

Sentar com o ego, o orgulho, a tristeza, a mágoa e o desgosto. Jogar na mesa tudo que tá guardado. Se faz bem? Não sei.

Às vezes, a gente tem que deixar o orgulho de lado e admitir que fizemos várias escolhas erradas e que as consequências são ou foram desastrosas.

Virar aquele copo, jogar na cara do ego e admitir que 2014 marcou muito mais que 2017. Um foi mar profundo. Chegou feito um tsunami, um furacão. Deixou tonto. Enquanto o outro foi marola, superficial.

Às vezes, a gente tem que falar para o desgosto que a escolha foi, sim, errada. Apesar de não existir arrependimento, fica aquele gostinho de que o final de ’16 poderia ser diferente.

É Bater na mesa e sentir saudade de 10 anos atrás. Aquelas escolhas influenciaram? E as mudanças?

Às vezes, a gente tem que, nessa mesma mesa de bar, discutir com a consciência e tentar saber o que se passava por ela para optar por aquelas escolhas que iam totalmente contra a intuição.

Às vezes, a gente tem que perceber que as feridas de 2014 e ’16 ainda não cicatrizaram, mas a de 2017, talvez nem tenha cortado. Superficial!

Às vezes, nessa mesa, a gente tem que encher a cara de sinceridade e verdade. Chutar o pau da barraca. Tirar tudo que ainda tá dentro do peito, abrir espaço para novas decepções e alegrias.

Às vezes, mas nem sempre!