A aposta

Vai ser mais fácil que tirar doce de criança.” pensei, antes de ver o bando chegando. Na frente, uma mulher que parecia ser a mais frágil, mas que provou o contrário quando chegou perto e me falou com a voz firme o lugar onde eu deveria ficar. Por últimos dos 5 e completando o funil, um cara, mais alto que todos, mais forte que todos e, aparentemente, o mais inteligente de todos. Aquele que só chegou e fez o trabalho dele que me deixou dolorido por uma semana.

Nos momentos que antecederam, aquele que seria o dia do dia mais dolorido da minha vida, dramático que sou, pensei em tudo de ruim. Naquela hora, queria minha mãe pra me abraçar, meu ursinho de pelúcia e uma mão pra apertar. Quando um deles me pediu pra esticar o braço, amarrou um elástico no meu e me pediu pra fechar a mão, percebi que não devia ter feitos aquela aposta, apesar de o motivo ser muito nobre. Descobri, num estalo, que deveria ter deixado minha macheza de lado e o orgulho no bolso.

Foi menos de um minuto. Toda aquela equipe, que parecia o esquadrão da morte a minha volta. Todos de branco. Todos com cara de poucos amigos. Todos sedentos pelo meu sangue parecendo vampiros famintos.

E da pior maneira, perdi a aposta, o orgulho, a macheza e de um jeito dolorido que só ao chorar feito um menino antes mesmo de terminar aqueles dolorosos segundos. Percebi o quanto tenho medo de agulhas e como é ruim tirar sangue.

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