eu sinto falta do teu sorriso
sinto falta do teu estar
sinto falta da tua voz ao me mimar
paro e penso e não chego à conclusão alguma
como pode tu não morar na minha rua?
como pode tu não gostar de peixe cru?
ou de dizer que morar em um iglu é ideia de gente doida?
e se eu fosse doida.
doida por você.
doida pra ver o amanhecer e o entardecer pelo teu ver.
doida para chegar o fim do dia e eu segurar tuas mãos e dizer que aquela falta que tu me faz se acabou ali.
mas ai você me interroga sobre meus ideias revolucionários e diz: Quem era salvador dali?
e eu te digo: dali ou daqui?
e ai você ri.
ri como se o mundo fosse acabar ontem.
ri das bobeiras e das coisas sem eira nem beira.
ri sobre meus poemas que tentam ser poesias e suas aleatoriedade.
ri sobre meu apego ao passado e minha constante preocupação sobre o futuro.
ri sobre eu querer tudo mas não decidir o sabor da pizza para o jantar.
e eu começo a cantar.
cantar para os males espantar e para que você, talvez, resolva ficar e desistir de trabalhar no outro dia.
e você encosta tua testa na minha
e as minhas crises parecem tão pequeninas
e você tão grande
e esse amor tão imenso
e a gente tão extra gigante que eu não sei descrever
por isso, eu te digo meu bem:
venha logo me ver.
