Cinismo e ganância das big tech.

Lendo a edição de hoje do Monday Note, me deparado com esse brilhante artigo escrito pelo Frederic Filloux sobre como as grandes empresas de tecnologias instaladas nos EUA estão aumentando a desigualdade ao invés de diminuir.

Esse trecho (em uma tradução livre), me chamou a atenção:

“A Amazon foi selecionar uma nova cidade sede para seu quartel general, a partir de uma lista de 200 cidades, que logo foi reduzida para 20, veio uma lista de demandas que incluíam, entre outras coisas, a disponibilidade de talentos e uma universidades de ponta, um sistema de transporte público eficiente, acesso a um aeroporto internacional e, claro, dedução fiscal de 5 a 10 bilhões de dólares para que levasse seu negócio para lá”

Isso pode parecer interessante do ponto de vista dos administradores das cidades, que em sua maioria estão desesperados para gerar novos postos de trabalhos, no entanto o efeito contrário é que as condições urbanas e o custo da moradia aumentam absurdamente, ao ponto de fazer com que a região mais rica dos EUA, o vale do Silício, também seja o local com o maior número de pessoas vivendo em carros, tendas ou simplesmente nas ruas por não terem condições de pagar o exorbitante valor médio dos aluguéis.

A matéria, que trás uma série de dados sobre esse fenômeno, fala da realidade dos EUA, mas creio que problema pode ser verificado facilmente em outros países.

Fico me perguntando que tipo de “livre mercado” é esse onde empresas subjugam cidades e populações com promessas de prosperidade que são na verdade lucro para seus acionistas subsidiados pelo dinheiro público.