Infinite Adjusters Cometh into Mortal Finite Creatures
University Of Salvington
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A Relação dos Ajustadores com os Indivíduos Mortais

O Livro de Urântia

É difícil definir, com precisão, os sete níveis do progresso humano, pelo simples motivo de que esses níveis são pessoais; e, sendo diferentes para cada indivíduo, são determinados aparentemente pela capacidade de crescimento de cada ser humano. A conquista, de cada um desses níveis de evolução cósmica, reflete-se de três maneiras:

Sintonização com o Ajustador. A mente que se espiritualiza aproxima-se da presença do Ajustador na mesma proporção que ascende nos círculos.

Evolução da alma. O surgimento e crescimento da alma moroncial indica o grau e a profundidade na mestria dos círculos.

Realidade da personalidade. A conquista dos círculos determina diretamente o grau de realidade do eu. As pessoas tornam-se mais reais, à medida que ascendem do sétimo ao primeiro nível da existência mortal.

À medida que os círculos são atravessados, o filho da evolução material vai crescendo, transformando-se em um ser humano com maturidade na sua potencialidade imortal. A realidade nublada, de natureza embrionária, de um ser do sétimo círculo, dá lugar à manifestação mais clara da natureza moroncial emergente, de um cidadão do universo local.

Ainda que seja impossível definir com precisão os sete níveis, ou círculos psíquicos do crescimento humano, é conveniente sugerir os limites mínimos e máximos desses estágios na realização da maturidade:

O sétimo círculo. Esse nível é atingido quando os seres humanos desenvolvem os poderes de escolha pessoal, decisão individual, responsabilidade moral e sua capacidade de atingir a individualidade espiritual. Isso significa um funcionamento já unificado dos sete espíritos ajudantes da mente, sob a direção do espírito da sabedoria; significa a admissão da criatura mortal nos circuitos de influência do Espírito Santo; e, em Urântia, significa o funcionamento inicial do Espírito da Verdade, junto com a recepção de um Ajustador do Pensamento na mente mortal. O ingresso no sétimo círculo faz de uma criatura mortal um verdadeiro cidadão, em potencial, do universo local.

O terceiro círculo. O trabalho do Ajustador torna-se muito mais eficaz após o ser humano ascendente haver atingido o terceiro círculo, quando recebe um guardião seráfico pessoal de destino. Se bem que não haja nenhuma articulação de esforços entre o Ajustador e o guardião seráfico, ainda assim deve ser constatado um inequívoco aperfeiçoamento, em todas as fases de realização cósmica e de desenvolvimento espiritual, após a designação do ajudante seráfico pessoal. Quando se chega ao terceiro círculo, o Ajustador esforça-se para moroncializar a mente do homem, durante o restante do seu tempo de vida mortal, para que atinja os círculos restantes e realize o estágio final da associação humano-divina, antes que a morte natural dissolva essa associação única.

O primeiro círculo. O Ajustador não pode, comumente, falar direta e imediatamente convosco, antes que vós atinjais o primeiro círculo, que é a etapa final do progresso de realização mortal. Esse nível representa a mais alta realização possível, na relação da mente com o Ajustador, dentro da experiência humana, anterior à liberação da alma moroncial das cadeias do corpo material. No que concerne à mente, às emoções e ao discernimento cósmico, essa realização do primeiro círculo psíquico significa a maior aproximação possível entre a mente material e o espírito Ajustador, na experiência humana.

Talvez uma denominação melhor para esses círculos psíquicos do progresso mortal fosse a de níveis cósmicos — a apreensão real dos significados e a compreensão progressiva dos valores de aproximação à consciência moroncial, que é a relação inicial da alma evolucionária com o Ser Supremo emergente. E é essa mesma relação que, para sempre, torna impossível explicar inteiramente a significação dos círculos cósmicos à mente material. Somente de um modo relativo a realização nesses círculos está ligada à consciência que o mortal tem de Deus. Um ser do sétimo ou do sexto círculo pode ser tão verdadeiramente sabedor de Deus — consciente da filiação — quanto um ser do primeiro ou do segundo círculo; todavia, os seres dos círculos inferiores encontram-se ainda muito menos conscientes da relação experiencial com o Ser Supremo, e é isso que é a cidadania do universo. O alcançar desses círculos cósmicos tornar-se-á uma parte da experiência dos seres ascendentes nos mundos das mansões, para aqueles que fracassarem nessa realização antes da morte natural.

A motivação da fé torna experiencial a compreensão plena da filiação do homem a Deus; mas a ação, a realização das decisões, é essencial para atingir-se, na evolução, a consciência da afinidade progressiva com a realidade cósmica do Ser Supremo. A fé transmuta os potenciais em realidades, no mundo espiritual, mas os potenciais tornam-se factuais nos reinos finitos do Supremo, somente por meio da compreensão na escolha-experiência, e graças a ela. Contudo, escolher cumprir a vontade de Deus une a fé espiritual às decisões materiais, na ação da personalidade; e, assim, provê um ponto de apoio espiritual e divino que permite um funcionamento mais eficaz para a alavanca humana e material que é a sede de Deus. Uma coordenação sábia, feita desse modo entre as forças materiais e as espirituais, aumenta consideravelmente tanto o entendimento cósmico do Supremo, e a sua realização, quanto a compreensão moroncial das Deidades do Paraíso.

A mestria sobre os círculos cósmicos está relacionada ao crescimento quantitativo da alma moroncial, à compreensão dos supremos significados. No entanto, o status qualitativo dessa alma imortal depende integralmente da compreensão que a fé viva pode proporcionar, ao homem mortal, sobre o valor factual do seu potencial-de-Paraíso, vindo do valor fatual de que esse homem mortal é um filho do Deus eterno. E é por isso que um ser que chegou ao sétimo círculo vai para os mundos das mansões, para atingir uma compreensão quantitativa adicional do crescimento cósmico, do mesmo modo que o faz alguém que haja atingido o segundo, ou mesmo, o primeiro círculo.

Há apenas uma relação indireta entre a realização da passagem pelos círculos cósmicos e a experiência religiosa espiritual real; é que tais realizações são recíprocas e, portanto, mutuamente benéficas. O desenvolvimento puramente espiritual pode ter pouco a ver com a prosperidade material planetária, mas a realização, de círculo para círculo, aumenta sempre o potencial do êxito humano e de realização do mortal.

Do sétimo ao terceiro círculo, ocorre uma crescente ação unificada, dos sete espíritos ajudantes da mente, na tarefa de libertar a mente mortal da sua dependência das realidades dos mecanismos da vida material; essa fase é preparatória para uma introdução mais nítida aos níveis moronciais de experiência. Do terceiro círculo em diante, a influência dos ajudantes diminui progressivamente.

Os sete círculos abrangem a experiência mortal, desde o mais alto nível puramente animal, ao mais baixo nível moroncial, de fato contatável, de autoconsciência, como experiência da personalidade. A mestria na conquista do primeiro círculo cósmico assinala a realização da maturidade mortal pré-moroncial e marca o término do ministério conjunto dos espíritos ajudantes da mente, como uma influência exclusiva de ação mental na personalidade humana. Após o primeiro círculo, a mente torna-se cada vez mais semelhante à inteligência do estágio moroncial de evolução, que é o ministério conjunto da mente cósmica e o dom supra-ajudante do Espírito Materno Criativo de um universo local.

Os grandes momentos na carreira individual dos Ajustadores são: primeiro, quando o sujeito humano irrompe no terceiro círculo psíquico, assegurando, assim, a auto-atividade do Monitor, com um alcance maior de funcionamento (considerando que o Monitor residente já não seja auto-atuante); depois, quando o parceiro humano atinge o primeiro círculo psíquico, pois, então, homem e Ajustador se tornam capacitados para intercomunicar-se, ao menos em algum grau; e por último, quando, final e eternamente, se tornam fusionados.

O Alcançar da Imortalidade

A realização dos sete círculos cósmicos não equivale à fusão com o Ajustador. Há muitos mortais em Urântia que realizaram os seus círculos; mas a fusão depende ainda de outras realizações espirituais maiores e mais sublimes; depende de uma sintonização final e completa da vontade mortal com a vontade de Deus, tal como esta se manifesta no Ajustador do Pensamento residente.

Quando um ser humano completou os seus círculos de realização cósmica e, mais adiante, quando a escolha final da vontade mortal permitir que o Ajustador complete a associação da identidade humana com a alma moroncial, durante a vida evolucionária física, então, essas ligações consumadas entre a alma e o Ajustador continuam independentemente, até os mundos das mansões; e, de Uversa, é emitido o mandado que autoriza a fusão imediata entre o Ajustador e a alma moroncial. Essa fusão, durante a vida física, consome instantaneamente o corpo material; os seres humanos que testemunhassem um tal espetáculo apenas observariam o mortal, que se translada, desaparecer em “carruagens de fogo”.

A maioria dos Ajustadores, que transladaram os seus sujeitos de Urântia, eram altamente experientes e já haviam sido previamente residentes em inúmeros mortais de outras esferas. Lembrai-vos de que os Ajustadores ganham valiosa experiência de residência, nos planetas da ordem do empréstimo; não é certo que os Ajustadores ganhem experiência, de trabalho avançado, apenas com os mortais que não conseguem a sua sobrevivência.

Subsequentemente à fusão mortal, os Ajustadores compartilham do vosso destino e experiência; eles são vós. Após a fusão da alma moroncial imortal com o seu Ajustador solidário, toda a experiência e todos os valores de um, finalmente, tornam-se posse do outro; de forma tal que os dois passam a ser de fato uma única entidade. Num certo sentido, esse novo ser é do passado eterno, assim como também existe para o futuro eterno. Tudo o que foi humano, certa vez, na alma, sobrevive; e tudo o que é experiencialmente divino, no Ajustador, agora se torna posse real da nova personalidade, sempre ascendente, do universo. Contudo, em cada nível do universo, o Ajustador pode dotar a nova criatura apenas com aqueles atributos que têm significado e valor naquele nível. Uma absoluta unicidade com o Monitor divino e um completo esgotamento dos dons de um Ajustador só podem ser realizados na eternidade; ou seja, subseqüentemente ao alcançar do Pai Universal, o Pai dos espíritos, para sempre fonte dessas dádivas divinas.

Quando a alma em evolução e o Ajustador divino são, final e eternamente, fusionados, um terá granjeado para si todas as qualidades experienciáveis do outro. E essa personalidade, assim coordenada, possui toda a memória experiencial de sobrevivência que a mente mortal ancestral possuiu no passado e que, em seguida, é residente na alma moroncial; e, em acréscimo, esse finalitor em potencial abarca toda a memória experiencial do Ajustador, de todas as suas residências mortais, de todos os tempos. No entanto, uma eternidade no futuro será necessária para que um Ajustador possa dotar, por completo, a personalidade, constituída dessa associação, com os significados e valores que o Monitor divino traz consigo da eternidade do passado.

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