[Sobre Despertar]

O dia estava incrível. Todas as melodias soavam bonitas. O vento soprava suave e deixava a temperatura amena mesmo sendo verão. As nuvens que passavam eram alvíssimas e algodoadas. As folhas e a grama pareciam bem mais verdes que o usual. Os pássaros voavam e cantavam livremente. Um gato passou sem que o cachorro rosnasse. A paz reinava no mundo.

Todos os amigos estavam por perto. Muitas conversas agradáveis aconteceram ao longo daquele dia. Gente que não se encontrava há muito tempo estava reunida. Eu sorria, como gosto de fazer. Sorria genuinamente. Sorria com a alma e com os olhos e com os braços e com os abraços.

Tudo estava perfeito. E, como se não bastasse, aquela pessoa que andava distante se reaproximou. Sentou-se ao meu lado, olhou em meus olhos, disse as verdades que eu sempre quis ouvir e sorrimos juntos, como gostamos de fazer. Sorrimos genuinamente. Sorrimos com a alma e com os olhos e com os braços e com os abraços.

Eu sabia que muitos fatos já tinham se passado. Na verdade, aquele tanto de acontecimentos mal caberia em um dia comum. Mas há certos níveis de euforia que vêm acompanhados daquela sensação que transforma longos períodos de tempo em pouquíssimos minutos nas nossas mentes. Pleno gozo, alegria transbordando, linguagens corporais tentando traduzir o que as palavras não dão conta. Talvez alguém chame isso de felicidade.

Então, senti sede. Por isso, despertei às 3h de uma madrugada chuvosa e tudo no mundo voltou ao normal. Só, enchi o copo e não peguei mais no sono. Pelo menos a água estava bem gelada.

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