Os prós e contras de trabalhar com UX em Agências vs. Empresas
Fabricio Teixeira
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Sobre: Os prós e contras de trabalhar com UX em Agências vs. Empresas

Acho que cabe aqui um meio termo que é o home-office. Desde o final do ano passado (meados de Outubro/2016) optei por trabalhar de casa.

Atendo alguns clientes (tanto empresas como agências) com uma estrutura muito mais enxuta e que me permite dar uma atenção especial a cada caso.

Mas isso também faz com que eu ganhe tempo para estudar mais e aplicar os conhecimentos adquiridos em projetos experimentais e paralelos. E uma das formas que encontrei foi criando produtos e startups.

Para não ter aquele problema de se trabalhar sozinho, procuro utilizar ferramentas que me ajudem a ter contato mais próximo com clientes, parceiros e tal.

Inclusive escrevi dois artigos com ferramentas que ajudam a manter a comunicação e organização de projetos mesmo quando o trabalho é remoto:

Participo também de eventos, meetups e o que mais for possível para estar sempre aprendendo e compartilhando conhecimento.

Outra vantagem é que em home-office posso na verdade trabalhar de qualquer lugar, então às vezes trabalho no próprio cliente ou vou a agências e estúdios de amigos. Assim dá pra manter o networking ativo e a troca de experiências.

O desafio nas agências

Acho que nas agências (pelo menos nas que passei), nem sempre o trabalho em vários projetos ajuda. Você tem bem menos tempo para aprimorar as ideias e depois que entrega o projeto, que muitas vezes é pontual, você não tem a oportunidade de ajudar a evoluí-lo. E isso também é frustrante.

E lá vamos nós para mais um projeto, num universo totalmente diferente. E a gente vai se reinventando a toda hora mas sem o tempo necessário para amadurecer. Por isso os projetos meia-boca.

O desafio nas empresas:

No caso de empresas acho que o maior desafio é quando são empresas que estão iniciando uma área de UX onde não se há essa cultura. E isso pode frustar muita gente. Um ótimo exemplo disso é o artigo do Lucianao Camargo do Designlc.Me:

Portfólio nem sempre é importante

Considerando que UX é uma área nova e que exige outros tipos de conhecimento, o portfólio voltado apenas para mostrar o design de projetos está morrendo. Eu mesmo estou sem portfólio a mais de 8 anos e mesmo assim recebo diversos contatos com propostas de trabalho.

Claro, o que considero meu diferencial é a experiência de mais de 15 anos na área, mas o compartilhamento dos conhecimentos que tenho ajudam bastante. O estudo e a prática de processos e metodologias, a divulgação da cultura de UX é imprescindível para que agências e empresas não enxerguem a gente como o cara do wireframe ou o designer de Dribble, né?