
O paradoxo do “tudo é como deveria ser, mas você precisa agir”
Entre paradoxo ou pizza, eu fico com o paradoxo. Isso porque a pizza uma hora acaba, mas o paradoxo nunca tem fim (som de tambores).
O paradoxo que quero te apresentar pode complicar a sua vida, já estou avisando de antemão.
Quando eu era bem jovenzinho, comecei a me questionar: “Por que as coisas são como elas são?”. Digo, eu tenho cinco sentidos e percebo a Realidade de acordo com estas propriedades. Existe essa coisa estranha chamada tempo e espaço que abrange tudo o que vivemos. Dentre as infinitas possibilidades, acabamos tendo esse formato, essa vida e essas experiências.
Se você for ver, vivemos em um Universo um tanto quanto inexplicável. Ainda que existam leis como a da gravidade, faltam as causas para as leis. Tudo simplesmente existe, incluindo você!
Então se continuarmos com essa linha de pensamento, ou vamos ficar loucos, ou vamos chegar na conclusão de que “tudo é como deveria ser”.
Seja por motivo do acaso, ou por acreditar que as experiências que vivemos são necessárias para a nossa evolução, a grande questão é: onde eu entro nessa história?

Você pode mudar o mundo?
Imagine que exista um poder mágico que possa transformar o mundo. Algo como a Lei da Atração, onde a sua vontade pode influenciar a Realidade que te cerca.
Se eu tivesse esse poder, o que aconteceria se eu transformasse o mundo segundo a minha Vontade?
Todas as experiências pessoais das pessoas seriam removidas simplesmente para que elas vivessem de acordo com o que eu acho correto. Acabariam-se as guerras, as religiões, o preconceito e viveríamos em um mundo colaborativo utópico (ou não).
E o ponto é: eu e você acreditamos que o mundo possa ser melhor. Nós queremos transformá-lo de acordo com a nossa vontade. Mas quando colocamos isso no papel, as coisas podem soar um tanto quanto autoritárias, egocêntricas e megalomaníacas.
O que é melhor? Passar pelas experiências das nossas vidas atuais ou viver um mundo de fantasia conforme os nossos desejos?
Acontece que a vida sempre passa as rasteiras que nós precisamos. Nossos tombos são necessários e, por isso, acredito que tudo aconteça como deve acontecer.
Acreditar nisso me dá forças para, ao invés de tentar controlar a Realidade, começar a aceitá-la.
Entretanto, ao mesmo tempo que tenho que aceitar o que acontece, também não posso ficar parado. Como isso é possível?

Minha ação é benéfica ou prejudicial?
A questão fica ainda pior quando envolvo as outras pessoas e seus respectivos paradoxos.
Imagine que seu melhor amigo tenha que ter o coração partido pela namorada. Só assim ele ganhará a experiência para ser uma pessoa ainda melhor.
E eu, aqui de fora, posso ver claramente que ela vai causar esse mal. Eu tenho o poder para salvá-lo da dor! Mas também posso removê-lo do aprendizado.
Embora o caso seja extremo, a questão é que passamos por essas situações o tempo inteiro. Se sou um bom filho, meus pais perdem a chance de aprender algo. Se sou um péssimo filho, estarei causando dor aos meus pais.
Como decidir se você deve agir ou apenas se calar?
Essa é a questão. Boa sorte. =)
Texto Matinal — 28/07/2016
Não sei por que escrevi sobre isso. Sentei aqui e o texto fluiu assim. Acho que tinha que ser.
PS: Para mim, a resposta é que tanto faz. O que importa é que internamente você esteja agindo de forma correta segundo o seu esforço consciente. Intenções importam mais que ações.