Quando eu deixei de participar da minha própria vida

Há dias eu tenho vivido um estado de letargia mental e criativa.

Depois de lançar o meu primeiro curso, um abismo se apoderou da minha vontade e eu já não sabia mais qual seria meu próximo passo.

Estava feliz pela vitória, porém mal percebia que estava sendo movido pelo medo dessa nova etapa. Eu havia acabado as aulas sim, mas e a divulgação? Eu não estava fazendo isso direito.

Um curso lindo e praticamente sem alunos.

“E se ninguém se interessar? E se o seu esforço não tiver sido o suficiente?”.

Dúvidas que assombram qualquer pessoa que esteja caminhando pelas próprias pernas pela primeira vez na vida.

Aqui, um emaranhado de crenças e percepções começam a dominar a mente inocente do aventureiro.

Uma delas é que qualquer primeiro trabalho está praticamente fadado ao fracasso. É uma raridade que alguém tenha êxito de primeira. A maioria das grandes obras nasceram após milhares de falhas!

Então internamente eu comecei a aceitar o fracasso. Estava tudo bem que ninguém quisesse fazer o curso. Bastava que eu aprendesse e fizesse melhor da próxima vez…

“Da próxima vez”.

Esse era o motivo da minha apatia. Eu já havia abandonado o barco antes mesmo de tê-lo colocado ao mar.

Quantas vezes você deixou de tentar, pois aceitou prematuramente a sua derrota? Vergonhoso.

Era como se eu estivesse deixando a dieta para a segunda que vem.

Como eu mesmo digo nas minhas aulas e consultorias, o ciclo do aprendizado só acontece quando você dá tudo de si para vencer. Algo que era apenas teórico, se tornou mais do que prático nestes últimos dias.

Não havia como ter sucesso com o curso, pois eu sequer tinha uma meta de alunos. Eu não estou fazendo nada para vencer. Estou esperando que a sorte bata na porta da minha vida para ter algum sucesso.

Na verdade, é isso o que a maioria das pessoas faz para continuar na mediocridade. Elas desistem antes mesmo de tentar.

Ironicamente, também falo isso no meu próprio curso, exatamente na aula um.

Você deve ser responsável por tudo o que deseja. Você é a personagem principal da sua história e para um herói não existe final infeliz.

Se as coisas não estão dando certo, o que você tem feito para virar o jogo?

Nos últimos dias eu postei sobre a falta de controle da nossa vida. Sobre como alguns fatores estão além do nosso alcance e o que podemos fazer é jogar com as cartas que temos nas mãos.

Será que é verdade, ou será que é apenas uma crença limitante?

A resposta para todos esses questionamentos é: ambos ao mesmo tempo.

Eu não tenho controle sobre o tempo, mas posso sempre andar com um guarda-chuvas debaixo do braço e uma blusa na minha mochila (nota: trabalhe sempre em cima daquilo que você tem poder. Assim poderá influenciar todo o resto).

Da mesma forma, posso dominar as regras do jogo para maximizar as minhas chances de vitória. Não existe mais desculpas.

Todas as nossas falhas são culpas nossas. São nossos medos. São nossas preguiças.

Você tem ou não controle da sua própria vida?

Isso não é uma crença pessoal, mas sim uma decisão que precisamos tomar todos os dias.

Chega de achar que estou com pouca inspiração para escrever. Chega de achar que o mundo e as pessoas são uma droga. Chega de achar que ninguém tem interesse no que eu faço.

É preciso reconhecer as desculpas que nos afastam das responsabilidades de ação.

Sim, eu quero ter o controle de todas as coisas e já aprendi que não nasci para viver o contrário.

Que seja feita a minha vontade.


Reflexão do dia 19/10/2016

Este texto faz parte de uma reflexão pessoal do meu dia. Infelizmente não foi feito para as outras pessoas, mas fico feliz se for útil para mais alguém.

Talvez vejamos mais coisas dessas por aqui. Obrigado pelo aprendizado do dia.

Nota: é bem comum que eu diga uma coisa, mas perceba que eu estava completamente equivocado logo depois. Ex: sobre a necessidade de controle.

É um processo que gosto bastante de praticar. Se você tem uma crença como “quero ter controle”, é aconselhável que comece a treinar a crença de que “não temos controle de nada”. Depois de experienciar ambos os lados, surge o estado final de síntese: “Eu não tenho controle de muitas coisas, mas posso utilizar aquilo que controlo para lidar com todo o resto”.