Você ainda não está dando o seu melhor

Sobre a busca dos 100% e um Eu Maior.

“Quero que vocês levantem o braço o mais alto o possível”.

Era a primeira aula de auto-hipnose.

Estávamos todos com os braços levantados e uma expressão apreensiva do que iria acontecer.

“Ok”, disse o professor. “Agora quero que vocês levantem um pouco mais alto”.

Incrivelmente, todas as pessoas conseguiram erguer os seus braços pelo menos cinco centímetros acima do seu suposto limite.


A nossa mente mente.

Desde os primórdios, quando alternávamos o dia entre caça e caçador, nosso corpo precisava armazenar energia por motivos de sobrevivência. Nunca se sabe quando você precisaria correr de um tigre ou de uma barata.

Somos preguiçosos por talento e a história da humanidade se baseia em como tornar as coisas mais fáceis em termos de consumo energético.

Da inventividade à gambiarra, evoluímos em direção à nossa zona de conforto e talvez até da imbecilidade.

Nos tornamos dependentes das facilidades que nós mesmos criamos.

Nossos limites estão cada vez menores.

Precisamos de aplicativos para nos localizar, para fazer contas e acordar. Pegamos o carro para comprar pão. Virtualizamos as nossas inseguranças.

Ainda assim estamos constantemente nos sentindo sobrepujados. Não porque as coisas estão difíceis, mas porque nos acostumamos com o mínimo esforço.

É o mantra do homem moderno: “Eu não consigo; estou exausto; eu não aguento mais”.


Eu estava cansado disso tudo.

Me peguei em uma crise de desespero com as atividades que tinha para fazer.

Relatórios semanais, reuniões com a equipe, texto para o Medium, artigo para o site, procurar clientes, preparar a palestra, escrever um livro.

Era muita coisa. Eu queria parar tudo. Queria abandonar tudo.

Queria sumir e ficar no meu canto tranquilamente.

Então eu percebi que eu só estava com medo de sair da minha zona de conforto. Que eu estava sendo preguiçoso e não queria usar 100% do meu potencial.

Já parou para pensar que talvez você não esteja dando o melhor de si?

Que o seu melhor seja como o braço levantado ao máximo? Que talvez você possa ir muito além, mas esteja se bloqueando simplesmente porque tem medo de errar?

Nós preferimos falhar por falta de esforço do que por falta de talento.

Pensei sobre todas aquelas atividades que eu tinha que fazer.

Engoli o choro e percebi que eu podia acabar tudo aquilo com apenas quatro horas diárias. Ainda me sobrariam vinte.

Eu só precisava parar de enrolar. Era a própria procrastinação que pesava a minha rotina. Se eu desse o meu melhor, de forma focada e concentrada, eu acabaria tudo rapidamente e ainda conseguiria me divertir sem culpa.

Qual é o seu melhor? Do que você é capaz? Qual a melhor forma de fazer uma atividade?

Hora ou outra nos pegamos condicionados pelas crenças sociais. Nos tornamos medíocres porque nos colocamos como todos os outros. “Isso é impossível”, eles não param de dizer.

Qual foi a última vez que você ficou 100% concentrado em uma atividade?
Qual a última vez que você se sentiu completamente determinado?
Qual foi a última vez que você se sentiu invencível?

No fim a escolha é unicamente sua.

É dizer para si que pode erguer o braço um pouco mais além. Que pode resolver os problemas ao invés de apenas sofrer por eles. Que você é a exceção.