A Religião Civil do Estado Moderno

Leitura concluída do livro que foi fruto da tese de doutorado de Nelson Lehmann da Silva.Trás uma análise magnífica sobre a religião substituta. Onde o Estado é entronizado como divindade e tal religião carrega seus escritos sagrados, profetas, calendário litúrgico e profecias. Não deixando de fora ritos e celebrações religiosas.
Passando por Platão, Agostinho, Hobbes, Rousseau, Hegel, Marx, Lenin e muitos outros; o trabalho é sem dúvida de imensa importância para a atual necessidade de escritos historiográficos de vertente conservadora para uma leitura crítica do tipo de política que temos no Brasil.
A real necessidade de não apenas pensarmos política excluindo raízes históricas, mas, considerando a gênese do pensamento político na filosofia desenvolvida como substituição religiosa, e ao que Nelson chama de teologia civil é urgente, urgente por termos não apenas uma necessidade de reformulações em políticas públicas e econômicas, mas, porque as vertentes ideológicas são destruidoras e danosas a todo corpo político e porque não dizer devastadoras, visto o que temos testemunhado do caos econômico no país.
A devastação causada por ideais totalitários e messiânicos, são evidentes corrupções do que diz o cristianismo sobre Estado, Igreja, Religião e como isso se relaciona.
A discussão se dará também sobre pontos importantes como a visão Platônico-agostiniana e Aristotélico-tomista. O processamento de sobreposição teológica no âmbito político como propôs Hobbes é um ponto importante para a compreensão do livro.
Um livro que deveria ser lido por estudantes de humanas, mas, ( não só de humanas, mas, por todos que se interessam por ciência política, ciência da religião, filosofia política e teologia política) que provavelmente, quase com certeza absoluta nunca será indicado nos cursos universitários no Brasil.
(Por Thomas Magnum — Pastor, Jornalista, Casado com Kelly Gleyssy)
