Drakonia

Capítulo 1 — O Objeto misterioso

Era uma vez em um reino distante, um herói bravo e destemido que derrotava todos os inimigos que se colocassem a sua frente, utilizando sua imponente e fiel espada “EXCALIBUR”. Ele era querido por todos de seu vilarejo e temido por todos os outros guerreiros.

Seu nome? Bem… na verdade esse sou eu, Luke… Ou melhor, esse seria eu se não estivesse aqui no mundo real, sentado em uma poltrona com salgadinhos e refrigerante jogando videogame.

- Toma isso, monstro maldito! Não entre no caminho do grande Luke! Que sede… Ah, acabou o refrigerante.

Naquele momento eu ainda não sabia, mas aquela pequena caminhada até a cozinha iria mudar minha vida e minha forma de viver de uma maneira que nunca imaginei.

Eu estava indo até a cozinha buscar mais refrigerante quando eu ouço um barulho estranho vindo do sótão, parecia um zumbido, mas muito mais alto do que qualquer inseto poderia reproduzir, fui até lá procurando por respostas, mas não estava conseguindo identificar de onde o barulho estava vindo. Foi quando vi um feixe de luz saindo de dentro de um armário.

- O que é isso? Não me lembro da minha mãe ter instalado uma lâmpada dentro do armário. — parando pra pensar… Seria algo útil, mas improvável, não é mesmo? — O que diabos é esse brilho?

Quando abri a porta do armário, vi que a luz estava saindo de uma pequena caixa de madeira mofada e meio lascada, com um formato arredondado.

- Que estranho, da última vez que vim aqui não tinha visto nada como essa caixinha. Bom, vamos ver o que tem dentro.

Ao abrir a caixa, a luz que saiu era tão forte que quase me cegou, mas, após alguns segundos ela desapareceu, e eu pude ver o pequeno objeto que tinha lá dentro, era um objeto peculiar, do tamanho da palma da minha mão, parecia uma espada de pedra só que dobrada de forma circular. Nunca havia visto esse objeto nas coisas da minha mãe, seria algo de meu pai?

Falando nisso, ainda não me apresentei, talvez já saiba meu nome, mas deixa eu lhe contar minha história.

Tenho 16 anos, ainda sou um estudante e as vezes eu ajudo minha mãe com seu pequeno bar que temos no andar debaixo de nossa casa. Minha mãe trabalha muito e se dedica muito para nos sustentar e pagar meus estudos, ela cuida de mim sozinha desde que nasci. Meu pai? Não o conheci, ele morreu meses antes de eu nascer, deixando minha mãe sozinha para tomar conta de mim. A mamãe não fala muito dele, só diz que ele era um homem gentil, atencioso e com um grande senso de justiça. Ele morreu por conta de uma doença muito grave que nenhum médico foi capaz de curar e nunca descobriram nada sobre ela.

Minha mãe nunca encontrou outro homem pelo qual se apaixonasse, mas, claro que vivia rodeada de homens devido ao nosso comércio, e por ela ser muito bonita, sempre ouve cantadas e convites para sair, — Cara, como eu odeio esses caras! — ela sempre dizia que não conseguiria namorar outra pessoa, pois ainda amava muito meu pai e dizia que nenhum homem seria capaz de fazê-la feliz como ele fez.

De qualquer maneira, voltando ao presente, ainda estava pensando de onde essa caixa teria vindo, curioso como sou, resolvi pegar o objeto para examiná-lo.

Parecia um objeto comum, meio grande para ser um pingente, talvez fosse algo de se pendurar na parede. Ao virar o objeto, percebi que havia algo escrito na parte de trás, em um idioma que nunca havia visto e com uma letra bem diferente. Ao tentar ler, o objeto emitiu uma luz muito forte novamente, não tive tempo de fechar os olhos e essa luz me atingiu e cai no chão de dor. Ao abrir os olhos novamente, eu peguei o objeto que havia caído ao meu lado e para minha surpresa, as palavras nele escritas estavam no meu idioma — ou pelo menos achei que estivesse -, tentei ler novamente.

- Que texto estranho, o que será que isso quer dizer?: “Ó! NOBRE GUERREIRO,EMPRESTE-ME SUA FORÇA PARA QUE JUNTOS FAÇAMOS UMA ALIANÇA PARA PROTEGERMOS O NOSSO QUERIDO MUNDO, DRAKONIA!”

De repente um vento muito forte começou a soprar vindo do objeto, puxando tudo que estava ao seu redor. O objeto começou a se expandir e dele surgiu um portal, tentei me segurar no que podia, mas nada conseguia impedir que eu caísse para dentro do portal.

- O que é isso? Pra onde está me levando? SOCORRO!!!

Viajei dentro desse vórtex por cerca de… Sei lá, não estava calculando o tempo, eu estava dentro de um lugar muito estranho que estava sempre me puxando pra baixo, não tive tempo pra isso!

Senti que aterrissei finalmente, mas desmaiei após a “viagem”. Ao acordar, percebi que estava em um lugar diferente, não parecia mais estar em minha cidade, muito menos na Terra! Haviam árvores crescendo para todo lado, mas com formatos que nunca tinha visto antes.

- Onde é que eu estou? Cadê aquele portal, não é possível que ele tenha simplesmente sumido, aquele droga não pode ter me largado aqui!

Comecei a procurar por todos os cantos o portal, ou o tal objeto que se transformou nele, durante quase meia hora caminhei a esmo naquela floresta.

- Cadê essa porcaria? ME LEVE DE VOLTA PRA CASA! — Eu disse com uma voz desesperada, já estando muito preocupado.

Após eu dizer isso, o objeto apareceu no meu pescoço em um tamanho menor e não era mais de pedra, ele havia se tornado uma pequena espada circular de metal, e estava como um colar no meu pescoço.

Tentei tirá-la do meu pescoço, mas o colar não tinha fecho e não arrebentava não importava o quão forte eu o puxava.

- Seu pedaço de bosta! Saia já daí, e me leve embora!

Enquanto eu estava brigando com o meu novo colar, eu ouvi um grito de uma garota vindo de longe. Fiquei com medo? Fiquei, e como fiquei! Mas meus instintos de alguma forma reagiram me fazendo ir ver o que estava acontecendo.

Ultrapassei a floresta, o mais estranho era que parecia que de alguma forma, eu sabia o que havia no caminho e para onde eu deveria ir, era como se eu já tivesse vindo até aqui antes. Chegando no local eu vejo uma garota com um vestido de guerra meio sujo e rasgado — provavelmente consequência da fuga — sendo atacada por uma criatura humanoide, ele era meio humano e meio réptil, algo que eu pensava só existir nos meu games. Ele estava com uma camisa social preta, gravata vermelha e uma calça social. Decidi me esconder para ver o que estava acontecendo.

- Garota irritante, por que você estava espionando a reunião dos Drakonians? Você é daquela seita de seres ridículos que cultuam o estúpido herói e a desprezível espada Drakfinger? — Disse o humanoide.

- Ei! Desprezível é você seu lagarto superdesenvolvido… Digo… Estava só de passagem, ó, poderoso guerreiro Drakonian. — Disse a garota

- Mentiras! Você ousa ofender a raça governante desse mundo? Sua imunda, agora você vai morrer! — Ameaçou-a o humanoide.

Nesse momento, meus instintos se afloraram novamente e não pude evitar, entrei no meio da confusão e carreguei a garota no colo, segundos antes da criatura a atacar com suas garras.

- Você! Quem é você, seu pequeno intrometido? Quer ter o mesmo destino que essa garota? — O tal Drakonian me mostrou suas garras e seus dentes enormes

Bom, já que estou bancando o herói, resolvi me mostrar um pouco:

- Meu nome é Luke, sou o guerreiro mais feroz e temido de um reino distante, trema perante a mim, criatura horrenda!

- Pequeno e frágil desse jeito? Acho que esse tal reino é mais fraco do que esse pequeno vilarejo, HAHA!

- Ei, garoto. Você sabe com quem está se metendo? Acho melhor você correr daqui e se salvar, senão nós dois seremos mortos. — Disse a garota

- Você é quem não sabe que eu sou, pobre donzela indefesa, vou acabar com esses monstros aqui e agora. — Disse eu, fingindo alguma coragem.

O Drakonian nos atacou, e bem… Nesse momento não pude pensar em nada diferente, e soltei uma frase corajosa:

- VAMOS FUGIR!

Corremos pela floresta evitando os ataques, não conseguia nem olhar para trás, atravessando galhos, pedras e tentando nos afastar da criatura.

O Drakonian estava se aproximando, não tínhamos chance, então, para melhorar a nossa sorte, acabamos chegando em um precipício onde quase não se dava para ver o fim, não havia para onde fugir.

- Então… Os ratinhos cansaram de fugir? Oh, não! Vocês estão sem escapatória, que pena!

Ele nos atacou, mas a garota conseguiu me empurrar para o lado e fugir do golpe do monstro, ela me deixou no canto e foi enfrenta-lo.

- Acho que você estava subestimando a melhor lutadora e espadachim da seita Drakfinger, seu monte de escamas podres!

A garota sacou uma espada que ela tinha consigo e atacou a criatura, foi uma luta incrível, ela era muito rápida em contraste a força sobre-humana dele. Ela estava o derrotando, mas chegaram mais reforços do tal Drakonian, eram mais dois humanoides com roupas sociais rasgadas, como se fossem o Hulk.

- Ei, Drag, parece que nosso irmão Gark está com problemas para matar uma simples garotinha humana. — Disse o Drakonian de camisa branca.

- Ela é mais forte do que aparenta, Skoor… — Disse Gark.

- Você é um fraco, Gark, deixe que cuidamos dessa pequena. — Disse Drag, olhando para nós com um sorriso maldoso.

O Drakonian chamado Skoor deu um golpe por trás do tal Gark, o matando.

- Vocês não são irmãos? Por que você o matou? — Perguntei indignado.

- Drakonians fracos não merecem viver e serem chamados de nossos irmãos, agora, vamos ao que interessa, morram!

Os dois vieram nos atacar, nesse momento, meu sangue ferveu, o colar que havia em meu pescoço brilhou novamente, mas dessa vez, ele começou a ganhar uma nova forma, estava se transformando em uma espada de verdade!

- O que é isso? Que brilho horrível é esse? Irmão Drag, você está enxergando algo?

- Não! O que esse humano está aprontando?

A espada tomou forma, e veio para a minha mão, de alguma forma, eu parecia saber o que estava fazendo quando a empunhei e fui para cima dos vilões.

- Não posso perdoar uns grandalhões que acham que podem atacar uma garota bem menor do que vocês, seus malditos!

Sabe, nunca fui forte, musculoso ou soube lutar alguma arte marcial, mas, como se eu fosse um grande espadachim dos tempos antigos, empunhei aquela espada com destreza, desviei dos golpes e com dois golpes na altura do peito acabei com os dois Drakonians.

Após a batalha, a espada voltou a ser um colar. Eu estava exausto, como se meus ombros pesassem uma tonelada caí no chão, e a tal garota deitou minha cabeça em seu colo, com uma cara assustada disse baixinho olhando para meu colar com a voz trêmula.

- Aquela… era… Drakfinger!

Bom pessoal, esse é o primeiro capítulo de uma história que estou criando, gostaria muito do feedback dos leitores para saber se estou no caminho certo, já que essa é a primeira história que escrevo. Bom, obrigado para quem leu até aqui, e espero sinceramente que tenham gostado, logo mais solto o restante.
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