Fernando Haddad e o desrespeito com o paulistano

Como mudanças afetam o povo e a cidade?

Desde pequeno, fui educado de uma maneira que provavelmente, todos os outros paulistanos foram educados. Como isso nos afeta atualmente?

Aposto que sua mãe sempre falou para olhar para os dois lados antes de atravessar a rua, mas alguma vez já ouviu para não atropelar ninguém? Sempre vi pessoas que beberam e em seguida dirigiam, onde sempre se havia a preocupação de amigos ou familiares com sua vida, mas porque não havia a preocupação com a vida dos outros, que cruzassem seu caminho?

Sempre quis saber porque os adultos desaceleravam quando viam radares ou policiais. Principalmente os policiais, sempre quis saber porque medo deles, quando eles deveriam nos proteger.

Nunca brinquei na rua, e sempre ouvi “essas crianças de hoje em dia, não saem de casa pra nada”, mas a frase “lugar de criança brincar não é na rua” já estava tatuada em minha mente.

Porque uma academia tem estacionamento para carros, se em cada bairro vemos várias academias? Esse espaço não poderia ser usado para expandir a academia, com mais equipamentos ou espaço para outras atividades?

Essa era minha visão de criança. Além de vários outros pensamentos que nem me lembro, sempre quis saber porque o mundo era tão perigoso.

Mas porque Fernando Haddad?

Acredito que eu tenha uma visão muito infantil sobre o mundo, talvez porque ainda assista muitos desenhos, jogue vídeo-game, leio livros infantojuvenis e me divirto com pouca coisa, mas eu me pergunto agora, adulto, porque o ódio à quebra de cultura de cidade perigosa por parte do prefeito.

Espero que eu não seja o único que veja as ciclovias como uma forma de levar as crianças a praticar atividades na rua em segurança. Vários radares e redução de velocidade nas vias como forma de garantir que não sofram acidentes. Ou o fechamento da Avenida Paulista e do Minhocão aos finais de semana como opção de lazer.

Posso citar também a lei dos artistas de rua, os projetos e eventos culturais, o tão sonhado wifi livre e a ocupação da cidade, como uma forma de mostrar que mudamos.

Tudo sendo visto como um desrespeito ao paulistano. Concordo. Nós mudamos. Estamos trabalhando para mudar os maus costumes e humanizar a cidade, para que a próxima geração, possa usufruir desse legado.

Parece que depois de 21 anos, posso começar a brincar na rua, já que segundo meus pais, ela sempre foi perigosa demais.