Uma aventura da vida

Hoje começa minha aventura para procurar razão na existência e experiências
boas que possam me inspirar na vida.

O dia está lindo, com um sol escaldante e um vento que está parecendo um sopro de um Deus em nirvana. Começo montando minha mochila, que já está equipada com dois utensílios de extrema importância para a minha jornada, o isqueiro da determinação e a faca da coragem. Voltando para a mochila percebo que está faltando comida na então sonhada aventura pela razão, tento fazer algumas contas na divisão da comida, porém lembro que sou de
humanas e tenho dificuldade com matemática, mas de certo modo consigo
fazer todas as contas e esperançoso continuo os planos da minha viagem
espiritual.

Ao chegar no trajeto percebo que minha força já está toda esgotada e que
talvez não consiga terminá-la no tempo esperado.

Dia 2 da minha aventura.
Ao chegar em um caminho desconhecido, avisto dois animais bem longe e
deduzo que seja, um alce da discórdia, que está um pouco nervoso e um lobo
da injustiça, que parece estar um pouco perplexo. Consigo me aproximar deles e pelo incrível que pareça eles estão lado a lado em uma total amizade, deixo eles de lado e prossigo minha aventura.

Dia 12 da minha aventura.
Depois de passar por duas montanhas íngremes repletas de pedras e calcário,
chego em um lindo riacho com dois tipos diferentes de peixe, a carpa da
felicidade e a tilápia da recompensa. Consigo capturar uma de cada espécie
para fazer uma refeição decente nesse mundo selvagem e difícil.

Dia 20 da minha aventura.
Decido deixar meu local de acampamento para prosseguir meu trajeto nas
longas e frias noites desse lugar terrível. Ao chegar perto de um local mais
sociável me aproximo de um chalé abandonado e reparo que tudo lá está tão
sossegado e harmonioso. Aproveito para ligar a lareira que no momento está cheia de pó e bichos que não consigo identificar. Ao terminar me deito e
aproveito para ler dois livros que acabei achando durante o caminho, ‘’Hamlet’’e ‘’O pequeno príncipe’’, decido ler a obra de Shakespeare.

Dia 42 da minha aventura.
Não consigo mais aguentar essa loucura que está me consumindo, começo a
ver coisas sobrenaturais que provavelmente é fruto da mente conturbada com
todas essas situações que passei durante a minha jornada. Percebo que comi
por engano uma fruta venenosa no almoço, a tal da fruta da depressão.
Respiro fundo, tento ver as coisas ao meu redor e começo a lembrar de tudo
que eu presenciei nessa vida, coisas como, minha infância, minha
adolescência e o meu primeiro beijo. Já aceitando o que viria, me deito e fecho meus olhos pedindo para que as pessoas da minha vida se lembrem de mim.

Dia 0 da minha aventura.
Sexta-feira de madrugada, duas horas da manhã, acordo meio confuso por
causa do sonho, porém só consigo lembrar no trabalho que tenho que estar
daqui cinco horas. Me deito novamente e penso como a vida seria se tudo
aquilo fosse real, porém eu adormeço e acabo vivendo tudo aquilo novamente.