pra ler ouvindo: puro e simples

tem hora que demora a passar. tem dia que mais parece noite. tem vento com cara de furacão.

tem hora que voa de tão boa. tem dia que o sol brilha mais um pouco. tem vento que só faz girar o cata-vento.

tem hora que a gente se esconde pra chorar, tem dia que a gente só quer agradecer.

seja qual for a hora, o dia, o vento e o tempo, uma coisa é certa: só quero me esconder em você.

em todas as horas, dias, ventos e tempos, meu esconderijo é um só: seus braços.

é puro, simples e fácil como brincadeira de criança — criança que corre e ri, que ri e não quer parar. correr pros seus braços. onde desde cedo aprendi que não tem dor, não tem choro, não tem dia ruim que resista.

se o dia é ruim, é como encontrar aquele banquinho que a gente senta, para e observa tudo por outro ângulo. é bem assim que me sinto quando você me abraça. seus braços são meu banquinho no meio da praça, posso me esconder aqui?

seus braços são aquele cantinho coberto que a gente encontra no meio da rua nos dias chuvosos. tudo bem se eu ficar por aqui mais um pouco?

seus braços são aquela rede quentinha com uma vista boa da praia. posso me balançar aí e só agradecer?

seus braços são um monte de coisa em uma só: meu esconderijo.

o lugar pra onde corro e encontro tudo o que preciso — paz, descanso, alegria. ali onde você me encontra e eu me encontro em você.

tá-com-você. pode me encontrar.

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