Te amo além do que o meu corpo pode abrigar

Oi mãe. Acho que esse é o texto mais difícil que já escrevi na minha vida. Nem as propostas do ENEM, tampouco os temas de redação de vestibulares me intimidaram tanto quanto o desafio de falar para todas as mães enquanto penso na mulher mais incrível que eu conheço.
Tive que começar esse texto assim, leve, no tempo em que gostaria de falar sobre o sentimento mais intenso e profundo de todos, o amor.
Mãe é quem cria, mãe é quem dá a luz, mãe é quem ama, mãe é quem te ama.
Nossa mãe pode ser a nossa avó, pode ser a nossa tia, pode ser quem a árvore genealógica quiser que chamemos por outro nome, mas só nós mesmos sabemos quem dê fato é aquela que nos dá o suporte que precisamos naqueles momentos mais difíceis. Só nós sabemos quem nos ajudou a chegar nesses momentos, precedidos por períodos maiores de alegria e completude.
Completude, essa, que sentimos num abraço de mãe, que consegue preencher cada buraquinho que os 7×1 da vida nos fez. Naquele beijo de “que bom que você está aqui”, “te amo”, “deixa eu dar um beijinho para sarar”. Ou até mesmo naquele tapa pra ver se a gente se endireita, rs.
Você me endireitou. Você me preparou para o mundo e cá estou eu. Seguindo meus passos, no caminho que você me ajudou a trilhar.Levando comigo mais de você do que eu mesma posso perceber — e que privilégio esse!
Que bom saber que em mim tem além dos seus olhos, tem os valores que tu me ensinou, tem a educação que você me deu, tem até aquele gosto meio estranho de gostar de comer goiabada com leite. Que bom saber que em mim carrego a gratidão *favor subir as florzinhas aqui* por ter tido você na minha vida.
Mãe, o que estou tentando dizer é que, se nem o céu consegue ser exemplo da imensidão que te amo, não são as palavras que temos disponíveis que vão conseguir descrever isso. Você é amor. E quem entende ou sabe explicar isso com total clareza?
Mãe é aquilo que a gente sente. Eu sinto você como minha mãe. Assim como você me adotou assim que me descobriu em ti, eu te adotei assim que descobri a minha morada. Te amo mais do que eu posso explicar, te amo além do que eu posso sentir, te amo além do que o meu corpo pode abrigar.
Feliz dia das mães.

Texto originalmente publicado em Projeto Fragmentado.