SEMIÁRIDO BRASILEIRO
O Semiárido brasileiro se estende por oito estados da região nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, e também pelo norte de Minas Gerais. É uma região rica nos seus mais variados aspectos: sociais, culturais, ambientais e econômicos. No Semiárido vivem mais de 22,5 milhões de habitantes, artistas, intelectuais, educadores, esportistas, produtores, ativistas dos direitos humanos, defensores da natureza e outras pessoas que, de forma individual ou coletiva, buscam transformar as limitações em desafios, e os desafios em oportunidades. São brasileiros acima de tudo que, junto a outros que estão nas mais diferentes regiões do País, querem exercer sua cidadania e viver em uma sociedade justa e igualitária.




DESERTIFICAÇÃO
A desertificação é um processo cumulativo de degradação ambiental que afeta as condições econômicas e sociais do País, ao mesmo tempo em que reduz continuamente a superfície das terras habitáveis. No Semiárido, o total de área atingida pelo fenômeno alcança, aproximadamente, 600.000 km², cerca de 1/3 de todo o território nordestino.


Temas atuais de discussões e ações:
- Monitoramento de processos de desertificação;
- Desenvolvimento de tecnologias e biotecnologia de recuperação e manejo de áreas degradadas;
- Sistemas agroflorestais como estratégias de recuperação de áreas degradadas;
- Dinâmica de sistemas agrícolas com famílias resistentes a eventos ambientais extremos; e
- Incubação de escolas rurais em núcleos de desertificação.
SISTEMAS DE PRODUÇÃO
Animais, plantas, solos, pessoas no contexto de todas as suas dimensões estão relacionados entre si, por isso, entendê-las é fundamental. Projetos com este enfoque são fundamentais para manutenção e melhoria da renda da população do Semiárido, bem como da preservação ambiental.



Temas atuais de discussões e ações:
- Palma forrageira: Revitalização da cultura da palma forrageira;
- Produção animal: Animais adaptados e sistemas de silo e ração;
- Conservação e melhoramento de raças nativas.
BIODIVERSIDADE E USO SUSTENTÁVEL
Por muitos anos vivemos com um mito de paisagem homogênea, monótona e de pouca riqueza biológica na região semiárida. Não é verdade! O Semiárido possui diversas áreas naturais que se diferenciam entres si. A pluriatividade, topografias, solos, vegetação e clima são distintos, com potencial para diversos fins: frutas, flores e plantas ornamentais, fragrâncias, e, principalmente, a riqueza de plantas medicinais. O conhecimento sobre o potencial de manejo e utilização destes recursos ainda é bastante iniciante, necessitando de iniciativas em pesquisa básica e aplicada, em convergência com o conhecimento popular e científico.

RECURSOS HÍDRICOS
O uso planejado de águas residuárias é estratégico no Semiárido, pois implica em menos necessidade de captação dos recursos hídricos primários.
Temas atuais de discussões e ações:
- Reuso de água no Semiárido brasileiro para fins não potáveis, visando principalmente á produção agrícola;
- Tecnologias de captação de água da chuva, como: cisternas, cacimba, barragem subterrânea, barreiro, açude entre outros.
INFLUENCIA DO SERTÃO NA ARTE LITERARIA
Grande Sertão: Veredas

Os contos e romances escritos por João Guimarães Rosa ambientam-se quase todos no chamado sertão brasileiro.
“Lugar sertão se divulga: é onde os pastos carecem de fechos […] O gerais corre em volta. Esses gerais são sem tamanho. Enfim, cada um o que quer aprova, o senhor sabe: pão ou pães, é questão de opiniães… O sertão está em toda parte.”
José Lins do Rego

Obras: Menino de Engenho, Doidinho, Banguê, O Moleque Ricardo, Usina, Fogo Morto.
Características dos sertões: — passagem do domínio dos banguês para o domínio das usinas;
- patriarcalismo rural/coronelismo;
- aristocracia rural;
- mandonismos/ politicagens/ patrimonialismo;
- violência/opressão;
- miséria/fome/doenças;
- perversão sexual/ impudicícia;
- superstição/folclore;
- misticismo/ religiosidade/ sincretismo religioso;
- fatalismo/resignação;
- semiárido: refúgio/seca;
- cangaço/banditismo.
Graciliano Ramos
Graciliano Ramos marcou a literatura brasileira com obras que retratam a vida do homem nordestino no sertão.
Nas obras “Vidas Secas” e “São Bernardo”, é possível perceber o realismo utilizado pelo autor para descrever as dificuldades da vida no sertão.


A maioria dos autores fez parte do modernismo da segunda fase, período no qual os temas nacionalistas e regionalistas se fortalecem. Na época, 1930 a 1945, os escritores nordestinos, em especial, retratam a realidade do sertão e a exploração do homem. Outros autores da fase regionalista são: Raquel de Queiroz, Jorge Amado, Érico Veríssimo e outros.
E até hoje vem inspirando muita gente…
POESIA — O que encontramos na caatinga — Produção de alunos -Edilma Alves de Oliveira, Alcione Ferreira de Lima, Jayane Rafaelly de S. Silva, Daniele Perla Souza Torres- da Escola Anchieta Torres — Tuparetama
A natureza é como uma família
Que convive entre fatos
Várias plantas diferentes
Na caatinga unha-de-gato
Marmeleiro, rasga-beiço
Marimbondo, maniçoba e lagarto
Várias coisas muito estranhas
Tudo isso tem no mato
Só lembrando das abelhas
Que da flor constroem o mel
Parasitas da madeira
Passarinhos vêm do céu
O construtor das florestas
Faz seu prédio na catingueira
E o maestro sabiá
Faz seu show na bananeira
As formigas que trabalham
E o grilo que sai pulando
Tem a rã e tem o mosquito
E a cigarra vem cantando
Venha ver o que é o joão-de-barro
Passarinho de pena e de asa
Mais perfeito que a torre da França
Ele sozinho constrói sua casa.