Ignorância

Nicolas
Nicolas
Feb 25, 2017 · 2 min read

O ser humano vivencia a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo, numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que restringe os desejos pessoais, conceitos e o afeto por pessoas mais próximas. Vivem presos a memórias, constroem muros para se sentir seguros de si mesmos, aprisionando a mente e forçando-a a ver a vida apenas por uma pequena janela sem cor, percebem a realidade através de memórias do passado e preocupações sobre o futuro, criando uma versão única da realidade. O resultado é desastroso, não vivencia-se mais a realidade como ela é. Se todos soubessem que a sua realidade é apenas um subconjunto de coisas reais, ou nem tanto, não seria tão ruim. Mas na maioria das vezes, não sabem. Acreditam que seu mundo particular é a única realidade correta, e até mesmo forçam outras pessoas, que vêem a vida através de um conjunto totalmente diferente dos seus e acabam-os forçando a aceitá-la. De repente, vem a vida para provar quem está certo ou errado. A partir de escolhas e opiniões, argumentos e conflitos jogados fora todos os dias, devido às diferenças de perspectivas. Acabam vivendo em uma célula que determina a forma como irão se sentir e como vão reagir a qualquer situação. Se alguma coisa se encaixa dentro de suas paredes, sentem satisfação ou felicidade, e quer mais e mais do mesmo. Se isso não acontece, ficam irritados, deprimidos, ansioso ou desanimados. A principal tarefa é a de se livrar dessa prisão, ampliando o círculo de compaixão e humanismo, para que ele possa abranger todos os seres vivos e seus conjuntos de pensamento, ideologias, opiniões além de toda a natureza em sua magnificência e beleza. É um caminho árduo alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte da liberação e o alicerce da elevação interior.

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