Não nasci ainda

“Ta pra nascer meu pior inimigo”

Mesmo que tu me limite, vivo a vida no limite
Para que não me imitem, faço o game e você assiste
Ponho o dedo em riste, faço um brinde:

Risonho que ristes, quero que brinque
Quero que saia, não quero que fique
Quero ultrapassar a borda, conhecer esse limite

Que nos limita a militar
Que nos incita a ficar, pra depois pegar a roda e quebrar
Pegar as peças e separar
Pra evitar o “repeat”

Falo que vivo no limite, só não espero que me imite até o coração parar
Entende oque eu falo?
Tô falando sobre aquilo que houve, comigo, contigo
Que nos força a seguir nesse caminho sem voltar
Sobre os vícios do ofício, tirar sarro de quem não tem carro, julgar
Sobre ricos e os comícios, usar

Nossa palavra: descrédito
Não há mérito no jogo se não se sabe jogar
Trabalho enquanto eles dormem no formol, nas linhas sou formal
Escrevo tão bem que é natural.
Tapa lírico na cara do amigo que tira sarro do colega que segue sozinho

“Deméritos”
“Amigos”

Nada disso é real

Subjugo a fórmula de bhaskara, não acredito em signo
Derrubo sua máscara enquanto brinco
Dou risada com meu melhor inimigo, estou sozinho.

“Sei que ainda sou nada, mas esse que é o problema
Quando eu for tudo, não vão suportar minha presença” — Gutierrez.