Par(t)ida

Você que aprisiona minha mente
E meu corpo
Você que me tira a capacidade de raciocinar
Que mastiga minha memória
E me faz refém
É, você…
Você que tira meu apetite
Mas também o traz como um furacão
Você que não me deixa sair de casa
Que acorrenta meus planos e vontades
Que rouba minha energia
E minha esperança
Você que me faz suplicar
Que me faz escrava
Vivendo num regime de servidão
Você tira minha concentração
Meu tesão
E todas as minhas palavras
Você que envenena todos meus pensamentos
Distorce a realidade
Que me espanca e me isola
Mas o que você quer?
Prozac? Clonazepam? Rivotril?
Quer me ver topada e sem mesmo tentar reagir?
Você
Que me afoga com tanta melancolia
E violenta minha autoestima
Você que faz duvidar da minha capacidade
Das minhas verdades
Leva embora meu amor
Minha força
E silencia meus gritos
Meu choro
Você que abre minhas feridas que eu tanto cuido
Que me dilacera
Me rasga em pedaços
E acaba com meus dias bonitos
Você me toma o tempo
As horas
Os dias
Você…
Você me vence todos os dias
E mais um dia eu perdi