Experiência Estados Unidos

Depois do Spring Break


Os dois meses que se sucederam ao spring break se resumiram a fortalecer amizades, focar nos projetos finais, procurar um estágio e organizar tudo para o verão, e me dedicar a conhecer melhor uma certa pessoa.

Quando cheguei aqui, não tinha o menor interesse de me envolver com ninguém. E por dois meses as coisas estavam tão estranhas que nem mesmo caras bonitinhos, que eu nunca mais veria, em festas conseguiam me chamar atenção. Tudo mudou logo antes do Spring Break quando alguém que estava praticamente todos os dias ao meu lado se mostrou ser mais do que eu pensava. A semana separados só fez com que o interesse e as expectativas quanto a volta as aulas aumentassem.

Studio Work
Danicng on the table

Assim que voltei de viagem já tinha projeto de Studio para começar. Por isso, e aos poucos fui notando que por algo mais, comecei a ficar quase todos os dias até tarde da noite e as vezes até de madrugada no estúdio trabalhando em projetos e afins. Tive muitas novas experiências nessas noites em claro, e acredite fiquei triste por pensar que não temos essa liberdade de ficar até tarde com amigos trabalhando no ateliê no Brasil, pelo menos não na minha faculdade. Fiz coisas bobas como dançar em cima de mesas, descer 4 andares de rampa com cadeiras com rodinhas ou até com um long board (o que é o máximo mas meu coração desespera toda vez haha), andar em murinhos razoavelmente altos só para ficar com medo da altura e descer me tremendo depois, e explorar cada canto do prédio, inclusive um auditório vazio e escuro no meio da madrugada, com pessoas que despertam sentimentos e atitudes em mim que eu nem sabia que poderiam ser despertados.

Wavy hair
;D

Com o passar das semanas e com a ansiedade para um clima menos congelante acabei descobrindo um monte de coisas sobre eu mesma. Descobri que a junção da preguiça com elogios alheios me fizeram respeitar e até começar a admirar o meu cabelo com “cachos selvagens”. Descobri que mesmo as pessoas mais brutas, e que aparentam ser sem coração (como eu) tem muito a mostrar, e as vezes conseguem ser mais compreensivas e respeitar as vontades e opiniões do próximo do que a maioria das pessoas. Descobri o quanto eu amo a minha liberdade e o quanto eu sentia falta de ser eu mesma. Muita gente diz que isso é apenas um clichê, que ninguém precisa ir pro outro lado do mundo pra se encontrar e se definir, mas devo dizer que em 5 meses aqui me sinto muito mais eu do que nos anteriores 19 anos e meio em casa. Talvez por estar mais sozinha e ter começado uma nova vida do zero ou talvez por ter encontrado alguém que desperta o melhor em mim, sem me cobrar nada, sem me impor ou exigir nada ou dependendo por algo que eu ainda nem me toquei.

Juice J
Ohana’s Strogonoff

Em geral os últimos meses de aula me renderam momentos maravilhosos, saindo a noite com meus doidos da arquitetura, indo dançar com o pessoal do meu dormitório, ou aproveitando um momento com comida caseira e jogos com os queridos Brasileiros. E talvez por falta de tempo ou por achar que esses dois meses se resumiam a minha história com o Brian, e por não saber se seria de interesse geral, não escrevi antes, mas pensando bem eu vi que mesmo que não seja, ele é uma parte enorme da minha experiência aqui…


Miss you.