O preço da comodidade —

The convenience price

Fui criada para ter um trabalho “estável”, para trabalhar duro para ter muito dinheiro e comprar minha casa própria, carro, roupas mil e sapatos infinitos.

Pois então, achei que seria o dia mais feliz da minha vida quando realizasse a vitória de ter esses bens materiais. Só que, na real, não foi exatamente essa a sensação.

Não desmereço e nem faço pouco caso dessas conquistas. Houve sim um certo grau de felicidade nelas, afinal nascemos para sermos prósperos e abundantes, mas a que custo?

Trabalhei duro fazendo algo que não gostava para conquistar aqueles bens e o que havia feito da minha vida? Sinto que a felicidade de ter aqueles bens foi instantânea, superficial, como se não fosse uma felicidade real e para mim mesma, mas mais para a família e para a sociedade.

Essa felicidade instantânea me faz pensar que talvez seja por isso que grande parte das pessoas que buscam ter mais e mais bens materiais, por fim, nunca ficam satisfeitas. Não me entendam mal, não digo que não é bom ter coisas, que deve viver como um monge no pico de uma montanha meditando. Já disse e repito, somos abundantes e prósperos. A única critica aqui é no valor a que se dá aos bens materiais. Claro que esses bens são importantes na nossa vida, mas estão longe de ser tudo.

Na verdade, hoje percebo que ter o meu apartamento foi mais uma sensação de comodidade, de estar na zona de conforto, a qual me mantinha aprisionada no mesmo trabalho chato. Quanto mais contas tinha para pagar, mais me sentia presa ao trabalho estável, por mais que não gostasse dele.

A comodidade pode parecer algo bom, até aconchegante poderia se dizer, mas por fim, fez de mim uma escrava. Como tinha mais contas a pagar e manter-me naquele status de vida não era algo barato, sentia medo de sair da zona de conforto. Como poderia manter aquele padrão de vida no meu apartamento e frequentar os lugares que meus amigos iam e comprar as roupas bacanas da moda sem ganhar o meu salário e bônus? Virou um círculo vicioso.

A real é que eu nunca liguei pra moda. Quem me conhece sabe disso. Não me importo com marcas e não uso o que geralmente as mulheres usam. Eu sou fã de fazer o meu próprio modelo e uso o que faz sentir-me bem. Quando era mais nova só usava preto e coturno e, somente quando entrei na faculdade de Direito que comecei a “ter que” me vestir de forma “elegante”. E foi difícil a mudança, algumas amigas falavam que eu não sabia nem combinar as cores.

Quanto aos lugares que ia com meus amigos, em restaurantes caros e baladas, também percebi que não tinha prazer naquilo. Em geral, no fim você come um monte de comida engordurada e bebe álcool pra fingir que está legal e gasta o olho da cara. Enfim, vai pra casa com aquela sensação: “Putz, por que gastei tanto dinheiro naquele lugar péssimo?”.

Por fim, percebi que eu não estava vivendo para mim mesma. Eu estava vivendo para me encaixar em um modelo de vida que não me satisfazia. A “comodidade” tinha um preço alto: a minha liberdade e a minha felicidade.

Eu me sentia presa num trabalho sem propósito apenas para manter-me no modelo de vida padrão. Só que eu não nasci pra seguir o fluxo,.Eu não nasci pra ser escrava. Eu não nasci para viver sem um sentido, sem um propósito. Grito pela minha independência. Saí da zona de conforto. Saí da rotina. Saí do automático.

E foi assim que tudo começou. Agora eu SOU LIVRE para criar a minha nova vida.


The convenience price

I was raised to have a “stable”and hard work to have a lot of money and buy my own house, car, clothes and endless thousand shoes.

Well then, I thought It would be the happiest day of my life when accomplished the victory of having these material goods. But the feeling was not exactly this one.

I do not decry and do not disregard these achievements. Yes there was a certain degree of happiness in conquering them, after all we are born to be prosperous and plentiful, but at what cost?

I worked hard doing something that I did not like only to be able to buy those goods and what have I done with my life? I feel that the happiness to have those goods was instantaneous, superficial, as if it was not a real happiness for myself, but more for the family and for society.

That instant happiness makes me think that maybe that’s why most people who seek to have more and more material goods, finally, are never satisfied. Do not get me wrong, I do not say it is not good to have things or that we must live as a monk at the peak of a mountain meditating. I have said and I repeat, we are abundant and prosperous. The only criticism here is the value that is given to material goods. Of course, these goods are important in our lives, but are far from being everything.

In fact, I now realize that having my apartment was more a sense of convenience, to be in the comfort zone, which kept me in the same boring job. The more accounts I had to pay, the more I felt attached to the stable work, however he did not like it.

The convenience may seem good and cozy, but finally made me a slave. As I had more bills to pay and to keep me in that status life was not cheap, I was afraid to leave the comfort zone. How could I maintain that standard of living in my apartment and going to the expensive places with my friends and buying the coolest fashionable clothes without earning my salary and bonus? That lifestyle became a vicious circle.

The real is that I never cared about fashion. Anyone who knows me knows that. I do not care about brands and I am not used to use what women often use. I am a fan of making my own template and use what makes me feel good. When I was younger I only wore black and combat boots, and only when I entered law school I began to “have to” dress “fancy.” It was difficult to change, some friends said that I did not even match the colors .

About the places that I went with my friends, as expensive restaurants and clubs, also I realized that I had no pleasure in it. In general, you eat a lot of greasy food and drink alcohol to pretend that the party is cool and spend a lot of money. That’s it. Then go home with the feeling, “Why did I spend so much money in that terrible place?”

Finally, I realized that I was not living for myself. I was living to fit into a model of life that did not satisfy me. The “convenience” had a high price: my freedom and my happiness.

I felt trapped in a purposeless work just to keep me in the standard life model. But I was not born to follow the flow. I was not born to be a slave. I was not born to live without meaning, without purpose. I shouted out for my independence. I left the comfort zone. I got out of the routine. I got out of the automatic.

And that was how it all started. Now I am free to create my new life!!!