Duas verdades literárias totalmente baseadas em achismos, que eu gostaria de contar publicamente, mas sem revelar nomes, para criar polêmica sem trazer processo, mas espero que vocês adivinhem (detalhe, gosto imensamente de ambos):

1. Aquela poeta norte-americana dos olhos instigantes, que se matou no início dos anos 1960, deixando dois filhos: pra mim, ela era louca e se matou por causa de omi. O cara traiu ela com outra mulher, que veio a se matar, posteriormente, da mesma maneira. Credo, hein. O cara viveu sendo a sombra desse primeiro suicídio, como se ele tivesse ligado o forno e enfiado a cabeça da mulher lá dentro. Ambos já nem moravam juntos. Sempre que saía algo na mídia, ele era acusado. É até hoje, mesmo depois de ter morrido. Sim, tive pena. Provavelmente a moça vivia em uma relação abusiva, mas o importante foi que ela se libertou disso e, ainda assim, não conseguiu perdoar ou simplesmente esquecer a traição. Apostou numa vingança que destruiu a fama do cara para sempre e, suspeito, também prejudicou seus descendentes — ambos tiveram dois filhos e um deles se matou há alguns anos. Ela era de Escorpião, era tão talentosa… Podia ter esperado até o fim daquela década, com toda a liberdade sexual, feminismo, movimento hippie, um monte de acontecimentos bacanas que fariam com que ela superasse isso tudo. Uma pena. Omi é tudo umas desgraça mesmo;

2. Aquele escritor europeu que se mudou para os Estados Unidos e escreveu um dos mais importantes “romances”(?) do século passado, cujo envolvimento de um adulto com uma criança é o tema principal: pra mim, ele foi pedófilo mesmo. Digo isso por esse e por outros livros do cara. Ele descrevia com perfeição minuciosa sobre a relação abusiva de um adulto com uma criança, escrevia detalhadamente sobre a evolução do corpo infantil de uma menina que se transforma em mulher. O universo de seus livros gira em torno de ninfas, de moças delicadas e muito magras, muitas com aspecto infantil. Se não era nada disso, além de bom escritor, ele provavelmente foi um dos maiores gênios do século XX. Mas migo, não dá pra te defender, nem filha mulher você teve. Aliás, ainda bem, né? Imagina o perigo (ainda assim, queridos, por favor: problematizem a temática de seu principal livro, ok? Não o autor. A gente não tem como provar essa acusação e o livro é, vocês gostando ou não, uma obra de arte. Saibam interpretar texto antes de pagar mico).