Nina

Em março de 1994 minha mãe teve uma surpresa horas antes de entrar na sala de parto, eu não estava sozinha dentro do útero dela. Tamanha surpresa fez com que eu ficasse sem nome durante os meus primeiros dias de vida, já que minha mãe tinha escolhido apenas um nome, Dominique, que foi pra minha irmã. Após 5 dias (e muita discussão entre a família), ganhei, enfim, o nome de Ana Carolina. Mal sabiam eles que de nada ia adiantar toda a discussão, pois desde pequena decidi que gostava mais do meu apelido, Nina.

Então decidi que eu seria “Nina” independente do que eles achavam.

Ser filha de pais adolescentes, pobres e desesperados por se verem de repente com duas filhas talvez não tenha sido o melhor começo. Minha mãe, professora e fã de Caetano Veloso; e meu pai, arquiteto e fã do Ramones, ajudaram a moldar a pessoa que sou hoje. Sempre estudei, com bolsa, na escola que minha mãe trabalhava. Aos 13 anos, passei (juntamento com a minha irmã) para o Colégio Pedro II e esse é um dos meus maiores orgulhos. Pouca gente gosta do seu ensino médio, mas eu guardo com muito carinho os 3 anos que passei naquela escola. Lá aprendi o real significado de uma escola, um lugar onde a pessoa é incentivada a ser o que ela quiser. Aos 16 ingressei na Universidade Federal Fluminense, no curso de Ciência Ambiental, hoje entendo que talvez tenha entrado muito jovem na universidade, pois percebo que só consegui aproveitar tudo que uma universidade pode oferecer quando estava mais velha.

A maior mudança que aconteceu na minha vida foi aos 20 anos, quando fiz meu intercâmbio e morei sozinha por 1 ano na Inglaterra. Por ter sido ½ de um par de gêmeas minha vida toda, me ver sozinha, em um outro continente e cursando uma faculdade em outra língua não foi a experiência mais fácil mas definitivamente foi a mais prazerosa. As experiências que vivi, as pessoas que conheci e os lugares que visitei nesses 12 meses estarão pra sempre na minha memória.

Entre a minha família, eu sou conhecida como a menina-que-sabe-de-tudo-um-pouco-e-ama-jogos-de-perguntas, quando começo a falar de alguma coisa nova que eu descobri na internet eles até saem de perto. A leitura sempre fez parte da minha vida, começou com gibis da Turma da Mônica, passou por livros do Menino Maluquinho e, aos 7 anos, quando cheguei ao Harry Potter e encontrei uma personagem que tinha cabelo igual ao meu e um amor pela leitura, percebi que ler era o que eu mais amava fazer. Leio sobre tudo, desde filmes, arte, moda, música à política, filosofia, astrofísica e teorias da conspiração em sites duvidosos.

Busquei o Trainee J&J pois acredito que a empresa busca profissionais que estão dispostos a aprender e atuar em diversas áreas, sempre procurando evoluir e adquirir novos saberes. Busco uma carreira que me desafie e me force a continuar estudando e aumentando meu conhecimento.

Hoje, quando olho para a pergunta “ Como você gostaria de ser lembrado?”, me vem na cabeça uma frase dita pela J.K. Rowling quando o mesmo foi perguntado a ela : eu quero ser lembrada como alguém que fez o melhor que pode com o talento que tinha. Depois de 24 anos, acho que ainda tenho um longo caminho pra percorrer.