Café e amores

Era um dorzinha no começo, incomodava de leve toda vez que eu saia atrasada de casa para o trabalho (lê-se sempre), me pegava no meio do caminho e só parava quando eu colocava o café amargo, recém coado do pessoal do escritório em minha boca, e isso durou por vários meses ate que certa manha, a dor de cabeça por falta de cafeína se tornou insuportável a ponto de meus e-mails ficarem não só russos como de costume mas também gregos, tive que parar o que estava fazendo e ir preparar um café.

A gente lê muito sobre amor e ele possui suas vertentes, assim como varias coisas em nossas vidas, no momento o famoso “amor próprio” vem me acompanhando e fazendo ate as manhas frias desse inverso de SP mais iluminadas, decidi a um tempo me afastar de tudo que não me fazia bem, inclusive pessoas, na verdade, comecei por elas e olha, como doeu. Uma dor quase tão física quanto a causada pela falta de café e é ai que as estradas dos dois assuntos se cruzam, no inicio é difícil se afastar, afinal seu corpo anseia por aquilo que momentaneamente te faz bem, mas que você sabe que mais pra frente pode fazer mal, isso inclui café e amores, ao primeiro momento é difícil, dói, mas sempre tem aquele remedinho na bolsa pras dores de cabeça e aqueles amigos para as do coração,com o tempo tudo vai ficando leve e depois que as crises de abstinência passam, você encontra a parte bonita de não se sentir mal por algo ou alguém.

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