Limpo, limpeza.

Acho desconcertante você nunca pedir licença pra voltar pra minha vida.

É sempre aos empurrões. Nós tropeçamos um no outro e acabamos por pisar em tudo que não devia. Não é só você. Não sei pisar nas pontas dos pés, ser delicada. Posso te garantir que quando eu volto pra sua vida, dificilmente parece que fui embora algum dia. Eu fico igual animal acuado no início, mas no final, sempre me aconchego como se estivesse em casa.

Sigo carregando você em mim, em todas as minhas características. Antes nos confundia com uma pessoa só. Hoje entendo que eu me misturei, desapareci e anulei demais. Eu colocava você na minha frente como proteção e sempre fugia de toda a luz que havia ao nosso redor.

E tem vezes que você volta de forma tão repentina, tão de surpresa, que é como se me revirasse pelo estômago.

Perdi as contas de quantas vezes tentei lavar você de mim. Tentei te limpar do corpo, da cabeça e do coração. Inúmeras vezes, inúmeras falhas. Nunca fiquei completamente limpa. Nunca soube ser livre de você.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.