Cinco Dicas Para Se Preparar Para Uma Reunião De Mentoria

Então você decidiu que quer fazer mentoria. Já sabe o que é, conhece modelos de empresas que praticam, inclusive já listou o que buscar em um mentor e conseguiu encontrar uma pessoa que se encaixa no que você precisa. Ótimo! Já até marcou o primeiro encontro.

Só falta apenas um detalhe: você ainda não pensou em como vai ser essa reunião. Aqui vão cinco dicas para ajudar na hora de se preparar para seu primeiro encontro de mentoria, e garantir que esse novo relacionamento comece com o pé direito.

1. Delimite seus objetivos de curto e longo prazo

Pensando em carreira, tenha em mente que o processo de mentoria é muito mais fácil quando você já sabe onde quer chegar.

O(a) mentor(a) pode auxiliá-lo indicando caminhos, mas as decisões principais cabem a você.

Portanto, dedique um tempo para refletir sobre onde você quer estar no curto e no longo prazo. Definições de tempo são complicadas, mas eu normalmente considero o curto prazo como um ano/dois anos e o longo como mais de cinco anos (ok, pode ser que eu seja imediatista, então você pode adaptar esses prazos a sua necessidade).

Dica: objetivos não precisam ser restritos a um cargo. A ideia aqui é mais aspiracional. O que você quer estar fazendo daqui a dois anos? Quais atividades o motivam? O que você não gosta de fazer? Respondendo essas perguntas, fica mais simples filtrar os cargos que se enquadram nos seus objetivos de carreira.

2. Descubra suas forças e oportunidades para desenvolvimento

Autoconhecimento é chave aqui. Listar os seus pontos fortes e as oportunidades de melhoria é um bom começo para que o seu mentor saiba em que áreas pode ajudá-lo. Se você está buscando auxílio no desenvolvimento pessoal, seu mentor pode dar uma forcinha na hora de trabalhar competências que você precisa.

Por exemplo, se você necessita reforçar a área de gestão de projetos, ele pode te indicar pessoas com quem trabalhar e oportunidades que vão dar a você a experiência necessária para exercitar essa habilidade com mais confiança. Por outro lado, ao saber que você é forte em falar em público, por exemplo, o mentor já vai poder te dar dicas de carreira que explorem essa facilidade e te ajudem a aproveitá-la na hora do networking.

3. Defina o papel que você espera do seu mentor

Essa é uma decisão bem importante. Existem vários pontos nos quais um mentor pode te ajudar, mas é legal ter em mente o principal objetivo que você tem com esse relacionamento. Alguns dos papéis mais comuns são:

  • Orientação de carreira: semelhante a um coach, ele pode ajudar você no desenvolvimento de competências, conversando sobre áreas em que você pode buscar oportunidades (como o exemplo do ponto anterior)
  • Conselheiro: nesse papel o mentor pode te dar dicas mais gerais, auxiliando na consolidação da sua marca pessoal. Exemplos são: como lidar com objeções, contruir uma boa rede de networking, etc.
  • Provocador: um agente de mudança, auxiliando o mentorado a explorar oportunidades de carreira e identificar áreas que combinam com o seu perfil.

Essas áreas tendem a se misturar, então mais do que um nome, o que importa é que você saiba dizer o que espera ganhar do seu mentor — conselhos de carreira, ajuda para networking, desenvolvimento, etc.

4. Identifique os tópicos que você pretende discutir nas reuniões

Calma! Não estou falando de ter uma agenda fechada para cada reunião, mas sim de um rascunho ou um mapa para te guiar nessas conversas.

Liste pelos menos dois ou três tópicos que você tem interesse em conversar com o seu mentor, e assim você já evita perder tempo da reunião formulando pautas.

Claro, é sempre bom lembrar que vale a pena deixar uma abertura para discussões que surgem no momento, mas o ponto central é ter um norteador quando vocês se encontrarem. Vamos discutir oportunidades de carreira? Dicas para networking? Essas definições te ajudam a guiar a conversa, assim como em qualquer outra reunião importante.

5. Como você vai avaliar o sucesso da mentoria?

O objetivo dessa pergunta é nortear a mentoria e te preparar para o momento em que ela deve terminar. Tendo em mente o seu objetivo, você pode estabelecer claramente como vai avaliar o sucesso e, consequentemente mudar a sua estratégia ou encerrar o relacionamento. E, por encerrar o relacionamento, eu não me refiro abandonar o seu mentor, mas também a concluir essa fase do trabalho.

Pode ser que você tenha outros pontos a desenvolver, mas lembre-se:

É importante saber onde quer chegar para ajustar o leme ao longo da sua jornada.

Se você está passando por uma transição de carreira, talvez decida avaliar sua mentoria conforme for capaz de se adaptar à nova posição. A mesma ideia vale para uma nova oportunidade, e assim por diante.

Outro ponto que vale lembrar é a logística das reuniões. Qual o meio de contato? Vocês vão se encontrar para tomar um café, vão fazer reuniões por skype? Com que frequência? Essas são questões operacionais que valem a pena ser discutidas em uma primeira reunião. Quase como um acordo entre mentor e mentorado.

Seguindo essas dicas, você já consegue traçar um bom plano para as mentorias e, consequentemente, extrair mais do seu mentor e garantir o sucesso do relacionamento.

Texto publicado originalmente no site do Jogo de Damas, em outubro de 2016.

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