minhas veias são azuis e roxas,

mas insisto que o subtom que existe em mim é

amarelo

amarelo porque assim escondo o tanto de vermelho, amarelo porque assim um amigo me disse,

que era a minha cor.

não há lugar em que me encaixe, talvez pelo vazio de dentro

sou um joão sem braço

acima de tudo,

teimo.

com frequência, mesmo, só a vontade de não precisar de tantas coisas como acho que preciso,

de não ter tanto medo

nem tanta inércia

talvez toda essa tontura se explique pelo fato

de vagar;

eremita.

não gosto da minha concha

nem do quão só me sinto, do quanto vou procurar desculpas

pra não ter que suportar a culpa

disso ter escolhido pra mim mesma

nem da saudade tua quando pende pra falta e não pra proteção, mesmo que eu saiba

ser só mais um capricho inútil.

hoje só queria mesmo nascer de novo,

transar egoisticamente

por último, mas com mais força,

tuas olheiras pra combinar com

as minhas,

tua pele pra pintar

a minha.

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