Bouquet

Após ler algumas histórias bem interessantes de buquês, da Juliana Vilela França e Marcelo Guaxinim, fiquei aqui pensando em alguma para escrever. Alguma mais bobinha. Esses meninos citados anteriormente, mandaram bem no buquê-suspense!

Pensei em várias coisas aqui, um buquê drag, um buquê punk e nada fechava direito na minha cabeça. Pensei mais. Lembrei! Então lá vai.

Foi no dia 13 de agosto… Eram duas caveiras que se amavam… Não, pera! Mas era dia 13 de agosto de um ano muito especial. Eu fui na floricultura pegar meu buquê. Bem simples, de margaridinhas e flor mosquitinho. Básico dos básicos. Achei que seria leve como o nascer do sol. Mas que nada. Pesado que só, toda aquela amarração, aramado, etc. Tudo bem. Peguei a graciosidade e corri pra casa pra colocar na geladeira.

Todo mundo naquele corre-corre de casamento. Maquiagem, cabeleireiro, vestidos, blábláblá. E eu lá, só observando. Falei pra mãe: “Óh, podem ir que eu marquei em outro salão, tá bom!?! Não estou querendo ficar tensa.” Mãe respondeu: “Tudo bem minha filha. Apenas fique maravilhosa, faça a maquiagem, o cabelo, não esquece de fazer isso, aquilo, blablabla”. “Tá bom, mãe. Tá bom.”

Sozinha em casa, liguei imediatamente para o noivo. “Noivo, to indo aí pro hotel. Tu pode cortar meu cabelo?” “Of course, Sweety!”

Pronto, tudo feito. Fui no hotel, noivo cortou meu cabelo, tomamos um chopp pra relaxar. Uma hora antes do casório voltei pra casa, coloquei meu vestidinho que comprei online, puro charme, glamour e elegância. Fiz meu cabelo e maquiagem. Peguei meu buquê na geladeira e fiquei esperando alguém que já estivesse pronto me levar pra casar.

Chegando no recinto de cerimonia, esperando no carro pra fazer a entrada triunfal como as pessoas queriam, me deu um gelinho na barriga! PUTA MERDA e se noivo não estiver aí? E se ele desistiu? Alguém me chama o noivo, POR FAVOR!

Noivo apareceu, veio na porta do carro, deu beijinho e tudo. Ufa, que alívio. Bora casar, pessoal!

Minha irmã fez a cerimônia em português, meu cunhado em inglês e meu sobrinho em bebênhês. Foi lindo.

Acabou a cerimônia. FOTOS, FOTOS, FOTOS, fotos ad eternum. Nem lembro o que eu comi. Sei que eu comi porque alguém veio me trazer o prato no meio da sessão infinita de fotos. Que fotógrafo mais chato, meu povo do céu!

Os comentários: Nossa! Como seus cabelos ficaram lindos! Sua maquiagem ficou ótima!!! (todo mundo achando que eu realmente tinha me enfiado num salão de beleza. Quem sofre de ansiedade deve entender que não é a coisa mais relaxante do mundo um troço desses, bem num dia tão importante assim).

Aí você me pergunta: E aí, criatura? E o buquê? Pois é, pessoas! O buquê! Meu buquê lindo maravilhoso.

“Prima”, disse meu primo adolescente querendo dar o golpe na galera solteira, “você não vai jogar o buquê?” Olhei pra carinha dele e disse: “Ah moleque!”

E foi assim que tenho meu buquê até hoje.