O que decide por você?

Há quem diga que as eleições rumam ao segundo turno, com o candidato de extremos enfrentando outro qualquer, ainda incerto.
Com um ex presidente preso e sem muitas chances de disputar o tri, duvidam de sua capacidade de transferência de voto, e com justa razão. Já o outro candidato conhecido seria segundo colocado até mesmo no estado onde foi governador, difícil acreditar nesse “senhor do tempo”.
Outros dois têm remotas chances: um deles fala muito bem, mas afirma ser mal interpretado mais vezes do que um presidente deveria; e o outro é uma mulher que aos olhos da massa, só aparece a cada quatro anos para dar um “oi”.
Não prolongo o texto àqueles que não podem chegar a lugar algum, mas vou citá-los: o militar conspiracionista, o falso candidato do governo, o novo liberalista e até mesmo o filho do Jango.
O pleito de 2018 pode ser o mais imprevisível das últimas décadas, se levarmos em conta o quão abertas estão as possibilidades e a quantidade de indecisos. No rádio e na televisão, a propaganda eleitoral obrigatória começa hoje, e na minha ingênua, honesta e simples opinião, consolidará uma das duas opiniões abaixo:
A primeira, tradicional que só, sustenta que a televisão e o rádio ainda decidem eleições, que as centenas de inserções nas grades de programação podem fazer a cabeça do eleitor e eleger quem tem mais tempo.
A segunda é bem radical, mas possível: nesse cenário, a televisão e o rádio tornam-se bem pouco eficazes, mostrando que as redes sociais e a internet são a nova fonte de propaganda eleitoral.
Em algumas semanas saberemos para qual delas estamos caminhando, e enquanto isso, espero escrever mais alguns textos sobre os temas que tratei aqui, mas prometer e não cumprir é coisa do objeto de estudo, e não de quem escreve.
