Estamos agora naquele momento que chamo de limbo do viajante.

Á espera do início da nossa próxima viagem à Itália, não estamos nem lá nem cá. A mente vaga na estrada da expectativa do plano e de tudo que foi idealizado.

Checklist, mala organizada, conferência do passaporte. Passagens. Tudo revisado. Tudo ok.

Mas quando é que a viagem começa de fato? Me pergunto.

O decolar do vôo?

A despedida dos que ficaram?

A compra da passagem ou o pisar em terras desconhecidas?

Na nossa cabeça ela é rascunhada desde o dia de sua concepção mental até aquele dia que demos a luz decisão de viajar.

Partir para lá, aquele lugar que não é aqui. De carro, de avião ou logo ali, a viagem começa no desejo. No desejo do desbravar e do vagar.

Dali onde nascem todas as coisas boas da alma. O expandir da sua consciência, daquilo que ja é sabido.

Viajar é experimentar sempre o novo de novo. Porque cada vagar é único.

Itália ainda é apenas uma ideia ou conceitos um conjunto de ideias que temos sobre o que é “Itália”. Italia é um misturê de tudo o que li nos livros de história, nos filmes de Felini, nas novelas globais, nas conversas da vida, na viagem narrada dos amigos e também o que tá no guia.

O que será Itália no meu viver, no meu notar?

Eu sei esboçar a sua lingua, o Italiano mas ainda não conheço seus cheiros e o toque da textura das paredes, a sua sensação térmica. A experiência do que é Itália, ainda é algo situado entre o aqui das ideias e o daqui algumas horas.

O limbo do viajante. É aqui onde nos encontramos agora. Nem no céu, nem inferno.

Dezoito horas do dia 28 de janeiro de dois mil e dezessete, banco do aeroporto terminal 3. Confins. BH. MG Brasil.