Sobre o Carnaval de Veneza, beleza, filas, engarrafamento humano e confetes.

Não vou entrar no mérito sobre a inacreditável beleza de Veneza, que centenas de pessoas muito mais gabaritadas já escreveram.

Na minha humilde opinião está entre as 5 cidades mais bonitas que já fui.

Como cidade hiperturística sofre com filas, preços altos, maus restaurantes e bandos amontoados procurando os melhores lugares para tirar as mesmas fotos que já foram tiradas milhões de vezes.

Somado a isso um evento que para nós brasileiros é bastante comum aqui também acontece: o Carnaval.

Bastante diferente, diga-se de passagem. Dura 3 semanas, não tem música, não tem folia, tem várias pessoas fantasiadas (algumas fingindo estar fantasiadas e outras profissionalmente, nível Clóvis Bornay) e vários eventos isolados ocorrendo durantes as três semanas.

Mascarados profissionais
Mascarados fajutos

Mas fica nisso… pessoas fantasiadas dando um rolê pelas ruelas da cidade… e jogando confete a esmo para o alto (literalmente a esmo)…

Fomos no primeiro domingo do carnaval, quando ocorre a abertura oficial: o “Vôo do anjo”. A “Maria”, a rainha da beleza do ano anterior desce por uma corda desde o campanário de San Marco até a praça, jogando confete…

Mentira, jogando pétalas de rosas

O estreito limite entre o belo, o brega e o emocionante

AO SOM DE: Chris Izaak “Wicked games”!!!! (No estreitíssimo limite entre o brega e o chique).

A praça de San Marco tem pouquíssimas vias de acesso: ou pelos vários becos estreitos ou pelo canal via “vaporetto”. No dia do vôo do anjo 115 mil pessoas a lotaram e por medida de segurança barreiras fechavam o acesso.

Havíamos programado de sair às 14h de Veneza para tentar aproveitar quem sabe alguma cidade no caminho de volta a Lecco. As 12h, após o voo do anjo iniciamos a tentativa de ir embora.

Para sintetizar, fomos embora as 17h… o engarrafamento humano não permitia que ninguém saísse nem entrasse na praça. 3 horas presos no amontoado de gente.

Detalhe: nenhuma briga, nenhum xixi e nenhuma ocorrência…

Mas como adeptos do relaxa e aproveita, paramos para comer uns panini e tomar um spritz enquanto a multidão se dispersava, já que ninguém é de ferro e alem disso porque não é sempre que se está em Veneza no carnaval.

Panini e Spritz, ninguém é de ferro

Diogo, vinte e oito de fevereiro de dois mil e dezessete. Terça feira gorda, ou como dizem por aqui: martedi grasso