Before you spend your life hitting the road, make sure you know why you want to do it
Pensar, viver, tentar.
Mais cedo o corpo desligou. O cochilo foi curto, mas ótimo. Deitado e de olhos ainda fechados, com um sorriso no rosto — leve e maroto, pareceu inevitável pensar coisas boas sobre você. Como ela está? Vai amanhecer melhor? Como será que ela dorme? Será que vou acabar perguntando ou será que uma hora eu vou descobrir sem perguntar? Quando ela começa a abrir os olhos pela manhã no domingo, será que ela ocupa a cama se esticando ou procura um abraço? Como ela se sentiria deitando aqui ao lado para dormir? Ficaria feliz ou sentiria seu espaço invadido? Ela escuta música para dormir? Ela prefere balada ou noite tranquila? Tomara que ela amanheça se sentindo melhor.
Ainda com aquele sorriso no rosto e olhos fechados, surgiu a lembrança nítida de uma frase que escutara dela de forma inesperada: “seus planos vão dar certo, você é super bem sucedido”. Então os olhos se abriram porque, de imediato, veio a recordação de algo que havia lido no dia anterior:
It’s a strange kind of lifestyle, and it started when I found myself living a version of the ‘American Dream’ out in LA, professionally and financially successful, but in a rut psychologically, philosophically, intellectually, and in most of the other ways that matter most.
Poderia dizer que essas palavras são de sua autoria, mas estaria mentindo. Afinal, foi essa leitura que o ensinou o significado de be in a rut. E é bem isso. Pensando em uma pirâmide dividida em diferentes níveis de “bem sucedido”, provavelmente não faltaria tanto para alcançar o topo do conceito American Dream de “bem sucedido”. E, de certa forma, o final de semana arrumando e esvaziando o apartamento fez sentir isso com mais intensidade. Descobriu ser um involuntário acumulador: de arte, de objetivos de design, de livros de arquitetura, de miniaturas, de tênis, de capacetes, de copos de shot, de tickets de viagem… cada “coleção” repleta de histórias e guardada em algum lugar pouco compartilhado.
Cada achado fazia lembrar de você: “Ela iria gostar disso aqui”, “Ela iria rir disso aqui”, “Será que ela teria gostado desse lugar aqui?”, “Preciso levar ela lá”…
Os pensamentos seguiram, mas continuou desfazendo-se ou encaixotando item por item do American Dream. Não porque precisava entregar o apartamento, mas porque sabia estar in a rut psychologically, philosophically, intellectually, and in most of the other ways that matter most.
Isso precisa mudar.
Conversar com você, observar seu olhar e escutar suas palavras trouxe muita felicidade. Que tem ficado. A aproximação de ambos acionou algum botão misterioso em sua vida. Mesmo que de forma leve e só no campo da ideia, acabou por colocar um sorriso constante no rosto ao pensar na possibilidade de estar com você e dividir com você cada desafio e cada conquista que ainda estão por vir — da mesma forma que julga ter conseguido acumular “coleções”, cultivou também muitas visões, grande respeito pelas pessoas e pelo mundo… e é hora de compartilhar isso com você. Juntos é possível aprender muito com todas as conquistas e desafios que ainda estão por vir.
É difícil se achar capaz de imaginar o que você pensa disso tudo. Nunca foi a intensão tentar! O objetivo é compartilhar:
Before you spend your life savings hitting the road, though, make sure you know why you want to do it, and identify the best means of making it work, and how to perpetuate it (if applicable).
You may also find, while deep-diving into your motivations, that you don’t want travel specifically: you want novelty and new experiences and the like. You can start achieving those things immediately, without leaving your hometown. Do so.
A próxima viagem é uma nova busca. Mas talvez já tenha encontrado o que tanto busca: alguém para confiar, para admirar, para desejar.
Não se preocupe com a viagem. Tudo que se teria no destino, juntos podem ter aqui… ou adiar sem qualquer dor presente ou futura. Confie.
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When [we] loose small mind
[We] free our lives
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