Quando finalmente sentei pra tentar escrever, uma chuva fina começou a cair. Respostas? Sinais? Encarei isso como um impulso pra recomeçar o que há tanto tempo estava congelado dentro de mim.
Fui até a janela e coloquei o braço pra fora com a intenção de sentir a chuva; e nesse instante, a chuva cessou. Outra resposta? Outro sinal? Encarei como um empurrão, um recado: “Vai escrever, Amanda. Você não se cobra tanto por não produzir mais? Senta naquela cadeira agora e escreve.” Obedeci. Ultimamente não tenho mais forças pra lutar com a minha consciência pesada.
Agora eu tô aqui. Parada. Com os dedos se movimentando no que provavelmente vai ser o pior texto que eu escrevi em toda minha vida. Ou não. Talvez seja o que vai movimentar a minha escrita que há tanto tempo vem se enferrujando. Se afogando. Se perdendo. Morrendo.
E que agora, num súbito, resolveu voltar.
Espero que dessa vez, ela queira ficar.