dizem que quanto mais se lê, mais se sabe escrever. mas não sei se quero esse saber. escrever bem de acordo com o que? com quem? você agrada ou é verdadeiro consigo mesmo(a)? afinal, há uma gigantesca diferença entre avaliar e reavaliar todas as palavras que saem de dentro de ti pensando num produto final, ou simplesmente abraçar as que chegarem de relance. uma voz me diz que tem que ser tipo casa de vó: apesar de todos os apesares, aquela senhora é a doçura em pessoa que acolhe sua cria do jeitinho que ela é.

não escolher o que sai e o que fica dentro de você. não soprar o hálito quente nos vidros até embaçar tua visão interior. não ignorar os monstros que alugam teu corpo. se não conhecê-los hoje, então quando vais ser capaz de conhecer um outro alguém?

o improviso é mais valioso do que aparenta. tá escondido nas entranhas do mundo que se diz programado, na vida de quem se diz controlador; na própria vida. nada se espera, pois nada se concretiza de acordo com as milhões e bilhões e trilhões de vontades alheias. elas não nasceram pra isso. nasceram pra te mover com o ar de mistério de quem não te conta pra onde tá indo.

você não conhece seus limites. não sabes pra onde vai. e tá tudo bem. é assim que começa e termina.

mas as tuas visões mudam. tuas formas de recepção também.

o arsenal que vem de dentro e de fora contra teu ser é um campo de batalha. é um livro de poemas que não vai vender muitas cópias, mas terá aqueles poucos fãs que suprem todo o amor e reconhecimento de que necessitas.

dança; sente os átomos na ponta dos dedos contracenando com o vento; rodopia; anda de um lado pro outro até teus pés cavarem trilhas feitas de buraco; chora todas as lágrimas que carregam as ideias que você ainda não teve.

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