São 9h e Júlia ainda está na cama. Fazem menos de 10 minutos que ela abriu os olhos.

A empolgação que a deixou acordada na madrugada também não permitiu que ela dormisse o suficiente. Seu corpo ainda está cansado, mas por sorte ela não tem aula de manhã.

Pegou o celular e escolheu uma música para subir os ânimos. As notificações encheram a tela, mas hoje ela não está afim de se importar com o que acontece lá fora. Hoje ela é só dela.

Levantou e pôs a chaleira no fogo, o pó de café no coador e começava a passar manteiga no pão quando a música chegou no refrão. Ela ama esse refrão. Parou tudo, abriu um sorriso, ergueu os braços e começou a rebolar. É daqueles refrões que te fazem sentir-se sensual e, especialmente hoje, ela acordou com sua auto estima lá em cima.

A cena que se forma nesse momento é aquela dos sonhos de todo cara que admira uma mulher segura. Ela de calcinha preta, confortável, meio torta no bumbum pra se adaptar as curvas daquele corpo jovem e branquelo. Uma regatinha que foi a primeira que ela achou no guarda roupa, bege, de alcinhas finas, caindo suavemente nos seios pequenos e sem sutiã. O cabelo preso num coque improvisado, daqueles que ficam uns fiozinhos soltos mostrando as curvas do cabelo e dando um toque a mais de sensualidade. No rosto a expressão mais serena de uma mulher plena: um leve sorriso enquanto canta, os olhos castanhos, marcantes, redondos e levemente curvados junto com o sorriso.

Ela abre a janela e vê o dia ensolarado, céu azul, poucas nuvens… Talvez hoje ela não vá a aula. Ela merece um dia com ela mesma.

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