Meu nome é Clarice.

Como aquela música meio sem ritmo, que descreve nossa vida... 
Mas você sempre esteve bem, se manteve bem, se fez acreditar que todos são apenas brinquedos, em suas mãos e nas da vida também
E eu sempre estive perdida... Sempre estive cortando meus tornozelos e vendo-os sangrar porque a dor é menor do que parece
Ou é maior do que se pode ver... E ninguém parece ver
E nossas dores nunca foram diferentes 
Nunca foram sozinhas... 
Nos conhecemos como o destino quis... E nos desconhecemos assim também... É um tormento saber que sanar a saudade de algo que nunca tive, é impossível
Tão parecidos e tão perdidos.. Apenas sendo levados... Esperando o próximo passo
Você estava sendo feliz com suas festas e depois chegou em casa a me procurar e eu não estava lá
Eu estava... Trancada dentro do quarto, cantando mais uma vez a música que não faria sentido nenhum, não pra você... Pintando os cortes com aquarela e tentando colorir a vida que a muito não se via... 
Antes Clarice só tinha quatorze.. 
Hoje... Ela tem dezessete... 
E nada mudou... 
Além da dor.

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