A solidão é um sentimento inerente ao empreendedorismo e acompanha o empreendedor em todas as fases da sua jornada. Mas por que este sentimento faz parte da vida do empreendedor? E por que é considerado um desafio?

Por que a solidão é um desafio?

Quase 40% dos brasileiros* estão envolvidos em iniciativas relacionadas ao empreendedorismo. Porém empreender ainda é considerado um caminho cheio de riscos e incertezas, principalmente pelo modelo educacional e familiar que influencia os nossos comportamentos. Pais, escolas e universidades tentam, a qualquer custo, evitar que este caminho seja escolhido, incutindo em nossas mentes algumas crenças como: “procure a sua estabilidade num emprego público ou numa grande empresa” ou “espere a crise passar para você investir nesse negócio”.

Os “loucos” que não adotam essas crenças acabam por se afastar daqueles que não acreditam no seu sonho.

Além disso, a solidão é potencializada por dois importantes fatores adicionais muito relacionados à relacionados. O primeiro: o empreendedor tem uma cobrança muito grande com ele próprio, o erro não é tolerado e é quase que uma obrigação dar certo de primeira. Essa cultura do sucesso despreza os potenciais aprendizados que o erro pode trazer. Um mindset ultrapassado, que pouco tem a ver com a cultura de inovação que estamos vivendo. Em segundo lugar, ele também se pressiona para justificar a escolha de vida perante amigos, familiares e pessoas do seu círculo social. Transparecer uma imagem de sucesso e prosperidade constantemente é algo que pode trazer angustia para o empreendedor.

Contudo, a percepção de solidão é subjetiva. Alguns empreendedores que vivem isolados não se sentem solitários, enquanto outros têm a sensação de estar sozinhos apesar de uma vida social intensa. Estar sozinho não é o problema. O problema é estar sozinho sem saber o porquê.

Quais as causas da solidão?

A cobrança consigo mesmo para dar certo e o uso de “máscaras” para mostrar aos outros que o seu negócio vai bem, afastam o empreendedor da sua essência e o coloca numa constante fuga do convívio social de amigos e família. É uma tortura responder aquela pergunta: “e aí, como andam os negócios? ”. Ele se sente forçado a dar uma resposta de “empresário de sucesso”, mesmo que às vezes as coisas não estejam indo tão bem.

Experiências ruins vividas com funcionários ou sócios também causam esse isolamento, gerando convicções de que é possível fazer tudo sozinho. Essa armadilha da autossuficiência dura até a primeira grande oportunidade perdida por causa da solidão.

Empreender também é ter a capacidade de engajar outras pessoas no seu propósito.

Como enfrentar a solidão:

Peça ajuda a amigos

Pedir ajuda é o reconhecimento das nossas limitações. Principalmente para aqueles que já tiveram muitas conquistas com o negócio, não é tão simples se colocar numa posição de vulnerabilidade. As amizades verdadeiras são um grande diferencial nesses momentos de solidão.

Amizades verdadeiras são aqueles parceiros que possuem valores e propósitos semelhantes ao do empreendedor, aquele amigo que não vai fazer julgamentos. Procure conversar com amigos, empreendedores ou não, que contribuam com outra visão sobre os problemas. Priorize amigos de longa data, até mesmo antes de você estar como empreendedor. Relações construídas em associações ou eventos geralmente são superficiais e impessoais. #ficaadica

Peça ajuda a mentores

Contar com mentores que tenham passado por situações semelhantes também serve como inspiração e norte para sair da solidão. O valor do mentor está na sua experiência e maturidade, o que não tem necessariamente a ver com a sua idade cronológica.

Peça ajuda a consultores

Amados ou odiados. Os consultores geralmente são vistos sob a perspectiva dessa dualidade, o que faz com que caiamos na cilada de restringir a realidade à poucas variáveis que conhecemos e coloquemos todos na vala comum. Resolvedores de problemas, bons consultores podem ajudar bastante, desde que o empreendedor esteja consciente que é o núcleo do seu negócio, o responsável por todos os problemas e soluções. Assim é essencial que consultores trabalharem a partir do núcleo do empreendedor para que, de forma colaborativa, possam emergir soluções que façam sentido dentro da sua realidade.

Reflita sobre a sua solidão

A nossa capacidade de reflexão é sufocada num ambiente com tantos problemas e distrações. Entretanto, é necessário cuidar da mente, assim se faz com o corpo. Deve-se aproveitar os momentos de solidão para tornar-se consciente sobre suas causas. Para isso, é preciso se perguntar: qual o meu caminho para o autoconhecimento e autoconsciência? Será que escrevendo um diário e relatando a minha percepção sobre os problemas? Quais leituras me tornam mais consciente sobre a minha vida? Uma terapia me ajudaria nesse processo de autoconhecimento?

Deixe claro qual o seu propósito no mundo

A vida é curta e estamos aqui de passagem. Ninguém vai ficar para sempre. É essencial encontrar parâmetros nos quais possamos confiar e que nos ajudem a identificar e a realizar nossos objetivos mais elevados na vida antes que seja tarde demais.

Essa busca por parâmetros é uma longa jornada de expansão da consciência e autoconhecimento que resultará no encontro do seu propósito maior de vida. Entretanto, por mais que não haja uma identificação imediata com um propósito, algo muito comum entre os empreendedores, a busca deste já é um sinal claro, que tona mais fácil atrair pessoas que vibrem com a sua empresa e com o seu estilo de vida.

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