Geração X no YouTube (ou o que Ivete Sangalo e Luana Piovani tem em comum)

Thays Vieira Bueno
Jul 29, 2017 · 2 min read

Até que demorou, mas a geração X chegou ao YouTube, seja consumindo, seja produzindo conteúdo. Nada mais natural que haja artistas, jornalistas e comunicadores dessa faixa etária, nascida entre 68 e 80, falando para suas respectivas audiências.

Ao combo “perfil ativo no Instagram” e “perfil do Facebook”, as personalidades agora adicionam também o canal no YouTube. Entre pedidos insistentes de “curte/compartilha”, as celebridades usam estratégias diferentes para aumentar seu número de seguidores, visualizações, tornarem-se valiosas para as marcas e, de quebra, ganharem um dinheiro com os anúncios do YouTube.

Aliás, o Google foi a primeira empresa a dividir com os produtores de conteúdo parte do bolo publicitário, o que fez com que muitos decidissem despriorizar o Facebook em detrimento do YouTube.

E como a geração X tem falado com suas respectivas audiências? Qual é a estratégia?

Vou usar como o exemplos de influenciadoras da geração X a atriz Luana Piovani e a cantora Ivete Sangalo.

Fora da mídia, a muito bela mas também muito polêmica Luana Piovani resolveu capitalizar em cima das redes sociais e criou seu canal no YouTube, um misto de auto-ajuda e confissões de uma atriz “gente como a gente”. As pautas ficam nos temas filhos, sexo no pós parto, como recuperar um casamento, lingerie e nojinho. Em um vídeo, recomendou que uma internauta recém-parida passasse um batom, pusesse uma roupinha e desse pro marido mesmo sem vontade. Atingiu 100 mil inscritos em menos de 5 meses. Eu pessoalmente adoro quando a musa da eloquência quarentona responde minhas perguntas existenciais e elogia meu nick pouco usual…

Mais marketeira, Ivete Sangalo investe nas colabs com youtubers influentes da geração millennial (Boca Rosa, Japa, Cellbit) para alavancar a audiência. Com seu toque de midas habitual, a rainha da Bahia tem 160k em 1 ano. Nada mal, especialmente porque não é um canal de música, como o VEVO. Ivete parece farejar onde está a audiência e garanti-la para si.

Com estratégias diferentes, a geração das #quarentamodelomusa chega ao YouTube para falar com mulheres de 35–45, uma faixa relevante de consumo, representada aspiracionalmente por essas duas poderosíssimas mulheres.

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