Acredito que já passou na cabeça de todo desenvolvedor de jogos que somos deuses. Temos o poder de manipular o mundo que criamos, brincando com todas as possibilidades, inventando e misturando as mais diversas ideias. E tenho visto a galera usar muito esse superpoder! Vocês já se deram conta de quantos jogos diferentes, com ideias malucas e mecânicas loucas existem hoje? Sério, se não tiveram ainda a oportunidade de ver, passem no Steam Greenlight e vejam alguns jogos lá. Eu me maravilho com a criatividade dos desenvolvedores!

A facilidade em desenvolver jogos permitiu que um leque de coisas legais pudessem ser finalmente apresentadas ao público. Alguns desses jogos são, digamos, considerados estranhos demais para a raça humana, tais como Surgeon Simulator, I am Bread e Genital Jousting (que porra é essa?! kkkk). Esses jogos apostam num nicho muito específico de pessoas que gostam de coisas bizarras e cômicas e, pelo que percebo, isso tem sido uma boa aposta considerando o potencial de uma boa zoeira. Muitos jogos estranhos estão sendo desenvolvidos nesse exato momento, só que poucos deles alcançarão um expressivo número de vendas. …


Como apaixonado por jogos, o que me dá mais prazer num jogo é conhecer sua história. O ambiente, os personagens, a narrativa, toda essa mistura por vezes me cativa muito mais que detalhes como “nossa, que jogabilidade ruim” e “caraca, que jogo bugado”. Foi assim com diversos jogos que joguei, mas isso é assunto para um outro post.

Nesse mundo de desenvolvimento de jogos, descobri que até os jogos mais simples tem sempre uma história (fantástica ou não). E isso acontece muito, até com os jogos casuais para dispositivos móveis, que em geral focam mais na mecânica. …


O jogo “Ah, não! Tubarão!” é mais um daqueles projetos de jogo que se começa na empolgação e na crença de que um jogo simples vai ser lançado rápido e sem problemas. Já não sei mais quando comecei a desenvolvê-lo com uma parte da galera da extinta Zogui Game Studio, mas de lá pra cá sinto que ele se transformou em mais uma daquelas pendências que a gente tem na vida. Parece aquela fase de jogo de NES que não se consegue passar e aí tu estagna e te impede até de testar um próximo joguinho.

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“Don’t Fall”, o primeiro protótipo do jogo.

“Ah, não! Tubarão!” foi primeiramente prototipado pelo Anderson Silva, programador e parceiro de vida, numa espécie de jam interna que a gente fazia lá na Zogui (onde quem não fizesse um jogo durante o mês iria ter de vestir calcinha/cueca). O estilo de jogo simples e o nome que ele deu ao protótipo (Don’t Fall in The Water ’cause there is a Lot of Sharks in There and it’s not a Good Thing ’cause They Bite and When They do it People Feel a Cruel Pain Deluxe) convenceu a equipe de que ele seria o próximo jogo que deveríamos lançar pela Zogui. …

About

Um programador que adora transformar tudo em games… e jogar nas horas vagas.

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