Declaração

(Escrita em algum momento de 2015 para um amor fictício entre pessoas reais)

Esse nosso amor torto

Vai se escrevendo aos poucos

Na incerteza das respostas

Na constância das lembranças

No dias que se passam

Trazendo novos amanhãs

Para todos os talvezes

Por não te ter

Não carrego o peso

De possuir algo que nunca

Poderia ser de alguém

Tu és tua

E aprendo assim

A te gostar

Nessa liberdade compartilhada

Entre versos e escritos

Esperando atrás da porta

Pular do peito

A tua presença outra vez