Como escolher um bom azeite de oliva

Diariamente utilizamos em nossa culinária os óleos vegetais, principalmente, o azeite de oliva. Mas, escolher dentre tantas opções na prateleira pode ser uma tarefa difícil.

O uso do azeite é muito difundido na nossa culinária, aparece bastante no tempero de saladas, no preparo e na finalização de pratos, além de poder ser usado como substituto da manteiga.

Existe uma gama de azeites, virgem, extra virgem, algumas vezes nos confunde na forma de óleo composto, em vidros escuros, vidros claros, garrafa pet, latas, entre outros.

Primeiro ponto: óleo composto não é puro, segundo a Anvisa “Óleos Mistos ou Compostos: são os produtos obtidos a partir de misturas de dois ou mais óleos vegetais que se apresentam líquidos à temperatura de 25° C” . Após passar passa pelo processo de refinamento, onde perdem vitaminas e outros nutrientes importantes esse óleo é misturado a outros dando origem ao óleo composto. Possui cor clara e perde aroma, cor e sabor, devido ao processo de refinamento.

Virgem ou extra virgem

As expressões ”virgem” e “extra virgem” devem ser utilizadas somente para os produtos obtidos exclusivamente por processos físicos de extração.

· Azeite Virgem: tipo de azeite extraído apenas por processos físicos. Qualidade boa, porém, quando comparado ao extravirgem perde em aroma e sabor. Sua acidez varia de 0,8% até 1,5%.

· Azeite Extravirgem: azeite obtido através do processo de prensa a frio, até 48 horas pós colheita, esse processo mantém seus nutrientes e vitaminas, possui alta valor nutricional e é a melhor opção para o consumo. Sua acidez é a mais baixa, observando no máximo 0,8%.

Teor de acidez

O grau de acidez é um dos principais diferenciadores do tipo de azeite refere-se à proporção de ácidos graxos livres com relação ao ácido graxo oleico (monoinsaturado) — este último que está presente em maior quantidade no azeite. Quanto mais ácidos graxos livres, maior é a acidez do azeite e menor é sua qualidade. Quanto menor a acidez, maior é a pureza do azeite e melhor são suas qualidades nutricionais.

Melhor embalagem:

O melhor tipo de embalagem para o azeite é o vidro escuro, fatores como contato com o ar, a luz, a umidade e o calor podem alterar a qualidade do azeite. Evite garrafas com rolhas de cortiça, pois podem permitir a entrada de ar. As latas nem sempre possuem uma boa vedação após abertas, por isso, se for comprar em lata tenha um vidro escuro em casa para transferir o produto e armazenar corretamente e consuma em até 20 dias após aberto.

O contato de gorduras com o ar leva ao ranço, uma alteração no sabor que pode amargar o azeite, e o odor ficar forte. Observe onde foi produzido e onde foi envasado, se forem regiões muitos distantes o produto pode ter perdido suas qualidades nutricionais devido à exposição.

Consumo diário

Consuma preferencialmente frio, em saladas e finalização de pratos. O azeite extravirgem, ao ser aquecido, pode perder algumas de suas propriedades, como teor de antioxidantes, além da saturação de suas gorduras monoinsaturadas. Para cozinhar o ideal são óleos com maior grau de saturação, como óleo de girassol e coco.

Nutricionista Ariela Issa

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