Como se alimentar na praia

No verão é comum que a maioria das refeições ocorram fora de casa, afinal, muitas pessoas aproveitam o período para viajar e o destino, quase, sempre, é a praia. Mas, além de redobrar a atenção no consumo de água, devemos prestar bastante atenção da onde vem o que ingerimos e como estão sendo armazenados e preparados. Os riscos de intoxicação alimentar são altos nesse momento e podem prejudicar principalmente, idosos, crianças e gestantes.

O ideal é que se evite o consumo de alimentos em quiosques que não tenham infraestrutura adequada e os vendidos por ambulantes. Muitos possuem grandes potenciais de contaminação, devido a maneira como são produzidos, armazenados e o tempo de exposição. cremes. Além disso, é necessário verificar se o produto está dentro do prazo de validade.

Itens de maior risco:

Sanduíche natural –a maionese é a base do sanduíche e ela deteriora com poucas horas fora da geladeira, com a possibilidade de a maionese ser caseira, o que aumenta as chances de contaminação. Todos os sanduíches levam outros itens perecíveis tais como frios, queijos, salada

Queijo coalho — a maioria dos queijos tipo coalho são feitos com leite não pasteurizado e é produzida de forma caseira, por isso pode conter vários micro-organismos como a listeria e coliformes causadores de toxinfecções alimentares.

Camarão frito no espeto –com a exposição solar acontecer de maneira direta, mesmo sendo submetidos à altas temperaturas na hora do preparo, muitas bactérias ainda permanecem vivas e podem se multiplicar quando são carregados, expostos ao sol. Todos os frutos do mar consumidos na praia são perigosos, especialmente as ostras.

Sacolé — O uso de água de procedência duvidosa faz do sacolé um produto altamente arriscado. podendo estar contaminado por Salmonella sp.,Staphylococcus aureus, Shigella sp, E.coli dentre outros micro-organismos. Essa contaminação ocorre tanto por contaminação no freezer, quanto pode ocorrer por contaminação do manipulador.

Açaí com granola — Preocupe-se em saber se a polpa utilizada não é artesanal e sim industrializada e pasteurizada para que seja eliminada a possibilidade de contaminação da fruta até mesmo pelo barbeiro, que transmite a doença de chagas. Procure consumir esse tipo de alimento em locais conhecidos e com boa higiente.

Milho — É uma boa opção pela sua composição nutricional, pelo baixo risco de contaminação. Por ser cozido, é uma ótima opção em substituição a sanduíches naturais ou alimentos que deterioram rapidamente com o calor. Apenas verifique se o milho está totalmente imerso e a água em ebulição para reduzir o risco de contaminação e se a água não está turva.

Mate de galão ESTÁ PROÍBIDO! — Existem pesquisas revelando que 100% das amostras avaliadas apresentavam mais de 50% da quantidade de coliformes fecais permitidos, o que pode provocar diarreias e vômitos. Pode haver contaminação desde o tipo de água utilizada, do tipo de gelo e da limpeza dos recipientes.

Caipirinha e raspadinha — o maior risco é o gelo, é comum o gelo feito em casa ser contaminado por micro-organismos provenientes do congelador que passam para as formas, outra forma do gelo ser contaminado é utilizar as mãos para servir. O gelo deve ser feito com água potável e filtrada. Se o gelo for em barra e não em cubos procure outra barraca, isso é um indicador de que o gelo foi produzido de maneira caseira.

Amendoim com casca — O amendoim pode ser fonte de contaminação por um tipo de toxina proveniente de fungos chamado Aspergillus flavus, que pode ocorrer durante o plantio ou armazenamento, sobretudo em locais de maior umidade. Prefira os amendoins industrializados sem sal.

A melhor alternativa principalmente para quem vai às praias com crianças é levar alguns alimentos de casa, como frutas, bolachas integrais e até mesmo lanches com pães (caso seja possível levar refrigerado) e comprar na praia apenas as bebidas, sucos, água, água de coco, entre outros.

Ariela Issa

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