Imagem: arte sobre 2015 indo embora…

Faz tempo, ou “2015, enfim, ao fim”

Meses depois do último texto publicado por aqui, as principais notícias dão conta de que nada mudou. Será 2016 um ano de transformações?

E aí o cabra acorda no último dia de 2015 com vontade de sentar e escrever sobre o ano. E estamos aqui, sentados e escrevendo, sem ao menos saber do que exatamente se trata a pauta. Falar do ano profissional é tristeza demais, melhor apontar o que aconteceu de bom nesse último ciclo de 365 dias. Mas o que, mesmo, aconteceu de bom? Mudou alguma coisa?

Um ano atrás o escrevedor aqui corria atrás de galhos de alecrim e essência de verbena para uma limpeza espiritual. Misturados a água mineral e fervidos, os ingredientes prometiam um 2015 de muita paz. A julgar pelo tempo que fiquei parado sem ter o que fazer da vida, o banho deve mesmo ter dado certo. Pra hoje, é urgente achar uma simpatia para trazer muito dinheiro -e que isso represente muuuuuuito trabalho.

Aqui também não é espaço para falar do cenário econômico brasileiro. Talvez de expor as mazelas do jornalismo, que ano após ano se mostra menos profissão e mais especialização, mas hoje também não é o caso.

Pode ser espaço pra dizer que, por mais um ano, tentei empreender e nada deu certo. Foram pelo menos três projetos desenvolvidos, dois deles sólidos e nos quais eu acredito plenamente no sucesso, que por diversos motivos não puderam sair do papel. Não faltou vontade, não faltou investimento, não faltou coragem. Talvez tenha faltado somente um impulsozinho, mas também não sei se é honesto resumir a isso.

Foi um ano intenso em casa. Em todos os sentidos.

Agora, por exemplo, interrompi a escrita deste texto para limpar o chão. Theo, o mais novo, está desfraldando e ainda segue fazendo xixi aos quatro cantos…

Crianças saudáveis e com todas as suas necessidades supridas, graças a Deus e a todos que auxiliaram, direta ou indiretamente, nesse processo. Patroa lutando por seu espaço ao sol, num projeto que dá sentido à vida dela. Justa luta, embora os percalços insistam em querer dizer o contrário. “Nossa… praia. Eu queria estar na praia!”, diz Lívia, a mais velha, vendo imagens do mar e da areia na televisão. Vai mudar, filha, prometo que isso tudo vai mudar.

2015 foi ano de, principalmente, tentar e testar novas opções.

Deixei as compras e vendas na internet e tentei sucesso na “vida real”. O caos econômico se fez presente e a ‘compra’ ainda não virou ‘venda’. Tentei o trade esportivo por quatro meses, ótima opção para quem não precisa deste recurso para sobreviver -no meu caso, não foi escolha satisfatória. Testei por outros três meses a plataforma inovadora de jornalismo Blasting News, que paga artigos através da audiência/número de cliques. Muito texto e pouquíssimo retorno real (e em Real), em boa parte por aperfeiçoamentos que a plataforma necessita -a começar por menos interferência de seres humanos no processo.

Tentei, 2015. Embora a humanidade (dos distantes aos mais próximos) me considere um vagabundo que se dá ao luxo de ficar um ano ‘só na folga’, juro que tentei vencer pelo meu próprio esforço, sem depender daquela maldita ajudinha que sempre vem acompanhada de uma nota promissória com vencimento em “muito-mais-cedo-do-que-você-imagina”. Tentei reanimar, dar um suspiro a mais a esse diploma que tenho em casa, mas ele insiste em querer partir. Tentei, 2015.

Pro ano vindouro, deixo as notícias pra amanhã. Só adianto que começo subvertendo a lógica e testando uma nova tecnologia, daquelas que pode render sustento. Vida longa à tecnologia! Aceitem, tradicionalistas, que dói menos.

Ah… os jogos da Mega da Virada também estão feitos. E ainda vou fazer mais alguns, até as 14h. Vai que 2015 é meu ano de sorte, né…