Erros mais comuns dos políticos na web

As redes sociais provocaram uma verdadeira revolução na maneira como o mundo se comunica. Segundo uma pesquisa recente, no Brasil, mais de 100 milhões de pessoas utilizam sites como Facebook, Twitter, Instagram e Youtube. Na era digital, a comunicação não é mais vertical — entre emissor e receptor. Virou mais uma praça pública, onde todo mundo pode interagir, ter voz, mobilizar e até mesmo tornar-se relevante e influente com conteúdo próprio. É uma onda que atinge, para o bem e para o mal, marcas, instituições, personalidades públicas e políticos.

Impulsionados por esse novo momento e o sucesso de Barack Obama nas eleições norte-americanas de 2008, os políticos têm dado cada vez mais importância às redes sociais. E não é só eles: uma pesquisa recente da CNT/MDA revelou que 78% dos usuários confiam nas informações divulgadas online. Isso mostra uma grande oportunidade e também um perigo para políticos e aqueles que almejam conquistar um cargo eletivo. É preciso marcar presença de forma correta, fazer da web uma poderosa ferramenta, e não uma arma contra si mesmo.

Na era onde a informação se propaga quase que em poucos instantes, todos os políticos estão sujeitos a deslizes na atuação digital. Mas há erros que podem ser evitados, se pensada a comunicação de forma estratégica. Vejamos 5 dicas importantes:

Seja o mesmo on e offline: redes sociais são quase como uma extensão do posicionamento da marca. Ao comportar-se de uma forma no Facebook, Instagram, o político deve ter em mente que precisa assumir o mesmo posicionamento nas ruas, no trato com as pessoas. Promessas que não podem ser cumpridas, posicionamentos que, mais tarde serão colocados à prova, serão cobrados nas ruas e permanecerão eternamente na internet. Na era digital, um simples vídeo amador gravado por um morador com celular pode manchar uma imagem pública.

Política não é só propaganda: As redes sociais colocaram fim a qualquer

distanciamento entre o público e marcas, instituições e figuras públicas. Por isso, tão importante quanto produzir conteúdos relevantes, é necessário interagir com as pessoas, responder às suas demandas, na medida do possível. Respostas a comentários aumentam o alcance das postagens e mostram proximidade, empatia. Faz bem ao marketing digital e à própria essência da política.

Propaganda eleitoral tem fim: Segundo um estudo recente da Pew Research Center, apenas 32% dos usuários de mídias sociais publicam, comentam ou compartilham conteúdo político nas redes sociais. É um dado interessante, que mostra a exaustão dos brasileiros em torno do debate político na web. A maioria das pessoas não quer ver jingle políticos ou pesquisas eleitorais todos os dias. É um ponto que deve ser entendido. Figuras públicas, antes de qualquer coisa, são seres humanos. Mostrar esse lado família, um pouco da vida pessoal longe dos holofotes, humaniza e gera aproximação com o público. Quem não faz isso, muitas vezes, soa como fake.

Não seja o João Plenário do Facebook: Uma boa estratégia de comunicação política passa por entender quem é o seu público e, assim, pensar em como se comunicar de forma direta, objetiva e assertiva. É um erro bastante comum na comunicação digital: pecam muitas vezes por publicações formais ou, por outro lado, por um excesso de coloquialismos que não condiz com o político e nem com seus eleitores. Nas redes, quem não sabe se comunicar, deixa de atrair atenção e não gera engajamento.

Não faça comunicação no escuro: Pesquisas quantitativas e qualitativas trazem grandes insights aos políticos sobre para que lado e como seguirem. As redes sociais também e a todo momento: elas mostram quem é seu público, os interesses, o que gera mais relevância e também o que deve ser evitado ou corrigido nas atuações online e offline.